sábado, 21 de outubro de 2017

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 21.10.2017

Nada é mais poético do que o início de um amor.
Um homem e uma mulher encontram-se, sorriem um para o outro, trocam algumas palavras ou vislumbram-se ao longe e, de súbito, sentem-se tomados de inspiração, interiormente tornam-se poetas.
Mas, quando começam a aproximar-se fisicamente, essas sensações de encanto esbatem-se.
Quantos seres não constataram já isto!
Eles constataram-no, sim, mas não tiraram daí qualquer lição: não farão esforço algum para proteger esse seu amor que desperta, vivendo-o durante o máximo de tempo possível nas regiões subtis.

Por curiosidade, por gula, os homens e as mulheres querem ir imediatamente explorar o terreno... até os subterrâneos!
Depois, evidentemente, já não é a mesma coisa, eles já não se encaram da mesma maneira, já não têm a mesma admiração um pelo outro, conhecem-se demasiado em situações que não são lá muito estéticas.
Por que é que eles não tentam manter as distâncias, para viverem o máximo de tempo possível o seu amor no mundo da beleza, da poesia, da luz?


MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV


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