terça-feira, 27 de agosto de 2013

A lição da ostra perlífera


Como é que a ostra faz para fabricar uma pérola?
Primeiro, um grão de areia caiu na sua concha, e esse grão de areia é uma dificuldade para a ostra, irrita-a.
«Ah - diz ela para consigo -, como é que vou desembaraçar-me disto?
Arranha-me, faz-me comichão...
O que hei-de fazer?»
E a ostra começa a reflectir; concentra-se, medita, pede conselho, até que vem o dia em que ela compreende que nunca conseguirá eliminar esse grão de areia, mas que pode envolvê-lo de modo a ele se tornar liso, polido e aveludado.
Quando o consegue, ela fica feliz e diz para consigo: «Ah, venci uma dificuldade!»
Desde há milhares de anos que a ostra perlífera instrui a humanidade, mas os humanos não compreenderam a lição.
E que lição é essa?
É a de que, se conseguíssemos envolver as nossas dificuldades e tudo o que nos contraria numa matéria luminosa, doce, colorida, teríamos riquezas extraordinárias.
Eis o que é necessário compreender.
Então, daqui em diante, em vez de vos lamentardes e de ficardes a atormentar-vos sem fazer nada, trabalhai para segregar essa matéria especial que pode envolver as vossas dificuldades.
Sempre que vos encontreis perante um acontecimento penoso ou uma pessoa insuportável, regozijai-vos e dizei: «Senhor, meu Deus, que sorte, mais um grão de areia!
Eis uma nova pérola em perspectiva!»
Se compreenderdes esta imagem da ostra perlífera, tereis trabalho para toda a vida.

de OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Regras de ouro para a vida quotidiana"

Colecção Izvor
Edições Prosveta

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

A importância do começo

Estar consciente das forças que se põe em acção


Nunca devemos empreender o que quer que seja sem estarmos informados sobre as forças que vamos pôr em movimento, pois o essencial é o começo.
É aí, no começo, que as forças se desencadeiam, e essas forças não se detêm no caminho, vão até ao fim.
Se estiverdes numa montanha, tendo por cima de vós um enorme rochedo pronto a precipitar-se pela encosta ao menor balanço, depende de vós deixá-lo estar ou precipitar a sua queda.
Se o puserdes em movimento, depois será impossível pará-lo: ele esmagar-vos-à , a vós e a muitos outros.
E se abrirdes as portas de uma barragem, experimentai depois parar a água!...
É sempre fácil desencadear forças ou acontecimentos, mas é muito difícil controlá-los, orientá-los, dominá-los.
A expressão "aprendiz de feiticeiro" designa precisamente aquele que, de modo imprudente, desencadeou correntes que, de seguida, é incapaz de conter ou orientar.
Quando agitadores desencadeiam uma manifestação, depois não há maneira de a dominar, ela escapa ao seu controlo.

Antes de dizer uma palavra, de lançar um olhar, de escrever uma carta, de dar início a uma acção, tendes todos os poderes, mas depois, acabou-se!, passais a ser somente espectador e, algumas vezes, a própria vítima.
Quer isso se passe no plano físico, no plano astral ou no plano mental, a lei é a mesma.
Se, quando começardes a sentir a cólera apossar-se de vós, decidirdes detê-la imediatamente, ela não eclodirá, mas, se a deixardes explodir, já não podereis deter o seu curso.
E isto também é verdade para certas ideias: se deixardes que elas se instalem em vós, já não conseguireis desenraizá-las.
Então, estai  vigilantes, nunca esqueçais que é no começo que tendes o verdadeiro poder.

...

de OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Regras de ouro para a vida quotidiana"

Colecção Izvor

Edições Prosveta


sábado, 24 de agosto de 2013

Pensamento Quotidiano


Que bênção, que riqueza são as árvores!
Sobretudo quando se consegue sentir que toda aquela matéria sólida, compacta, na realidade é luz condensada.
Sim, aqueles troncos, aqueles ramos, aquelas folhas, alimentam-se de luz e são luz solar condensada.
Como se pode não ficar maravilhado ao pensar que o amor do sol se encontra nelas em abundância?
E, ao purificarem a atmosfera com o oxigénio que libertam, as árvores são também nossas benfeitoras; por isso, aqueles que vivem perto de uma floresta são verdadeiramente privilegiados.

Uma floresta é, naturalmente, um lugar cheio de presenças. 
Logo que eu começo a caminhar entre as árvores, sinto presenças. Por isso, falo-lhes.
Eu sei de que maneira me dirigir a elas, como comunicar com a sua alma, e elas compreendem-me.
Todas aquelas árvores são habitadas e os humanos seriam mais felizes se tivessem consciência disso e procurassem manter verdadeiras relações com elas.
O que é um carvalho?
O que é um pinheiro?
O que é um eucalipto?...
É preciso ter estado durante horas junto deles para descobrir a sua alma e comunicar com ela.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV  -  24.08.2013

em "Pensamentos Quotidianos"
Editions Prosveta
Publicações Maitreya

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

O Nome Iniciático


Omraam  Mikhaël  Aïvanhov

Eu recebi na Índia um nome extraordinário, mágico e cheio de sentido.
Os nomes agem misteriosamente sobre as pessoas.
É toda uma ciência, próxima da ciência dos números: número e nome é a mesma coisa.

Meu novo nome é OMRAAM  MIKHAËL.

OM, é o som que desagrega tudo o que é negativo; ele corresponde ao "Solve" da ciência iniciática.
"Solve" reenvia as coisas à sua origem e transforma-as em luz.

RAAM, é o som que pelas suas vibrações tem o poder de condensar, de coagular as coisas divinas e de as restituir, é "Coagula"
Logo, no meu nome acham-se reunidos os dois processos: Solve e Coagula.

OM  ou AUM

O som primordial, o mantra mais sagrado de entre os mantras.

Na tradição hindu, a sílaba OM representa o som original; ela corresponde ao que na tradição cristã se chama LOGOS, o Verbo Criador.
Ela é associada a Kalahamsa, o grande pássaro mítico que pôs o ovo primordial donde terão surgido os universos.
...

traduzido por Maria Emília 

de OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

Edition originale à l'occasion du centième anniversaire de la naissance du
 Maître Omraam Mikhaël Aïvanhov

Pensamento Quotidiano


Muitos admiram-se pelo facto de um grande Mestre, pela sua autoridade, pela sua irradiação, não produzir efeitos miraculosos sobre todos os que dele se aproximam.
Mas no que é que eles acreditam?
Um Mestre não pode tornar melhores aqueles que recusam melhorar-se, pois, interiormente, eles são livres.
Pode-se prender alguém, cortá-lo em pedaços, mas, se ele não permitir, não se pode agir sobre o seu coração nem sobre o seu intelecto.
Um Mestre pode sempre transmitir conhecimentos, isso é fácil, mas não pode mudar o carácter e o temperamento dos humanos.
Se eles deixarem adormecer a sua alma e o seu espírito, se eles não tiverem outras necessidades na vida a não ser deixar-se guiar pelos seus instintos grosseiros, sem se preocuparem com as desordens e as infelicidades que provocam à sua volta, um Mestre é impotente.
Ele apenas pode tentar levá-los a entrever a beleza desse mundo de que, por enquanto, eles estão afastados, esperando que, numa próxima existência, eles tenham o desejo de se aproximar dele.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV  -  22.08.2013

em "Pensamentos Quotidianos"

Editions Prosveta
Publicações Maitreya


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Preparai a vossa morada interior


Deveis aprender a pôr a tónica nas possibilidades do mundo interior, porque é aí, no vosso mundo interior, que estais continuamente mergulhados.
Nem sempre estais a ver, a escutar, a tocar ou a saborear alguma coisa no vosso mundo exterior, ao passo que estais sempre convosco mesmos, nesse mundo interior cujas riquezas ainda não sabeis utilizar plenamente.

...
Vou dar-vos uma imagem.
Certas pessoas souberam arranjar tão bem o seu apartamento ou a sua casa que gostam pouco de sair para ir a qualquer outro lugar, onde terão de suportar o ruído, a poeira, os engarrafamentos. Ao passo que outras, que vivem miseravelmente num casebre, procuram todas as ocasiões para sair das suas casas (o que, aliás, não é a verdadeira solução, mas enfim...).
Façamos agora uma transposição.
O espiritualista é aquele que arranjou tão bem o seu foro íntimo que nada lá falta: a poesia, as cores, a música, está lá tudo, e ele sofre quando é obrigado a "sair" e a abandonar essa beleza. Ao passo que as pessoas comuns, que nunca fizeram nada para tornar o seu foro íntimo habitável, só pensam em ir distrair-se a qualquer lado. Quando se encontram a sós consigo mesmas, aborrecem-se sentem-se numa miséria.
 
...
Doravante, pensai mais em embelezar, enriquecer e harmonizar tudo dentro de vós; não só vos sentireis aí muito bem, mas também podereis receber convidados nessa morada tão magnifica. 
Sim, os espíritos luminosos ficarão felizes por vir visitar-vos; talvez eles até decidam instalar-se definitivamente e vós beneficiareis com a sua presença.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em  "Regras de ouro para a vida quotidiana"

Colecção Izvor
Edições Prosveta

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

A alimentação considerada como um yoga*


Há imensas pessoas que, desequilibradas por uma vida trepidante, procuram meios para se reequilibrar!
E praticam yoga, zen, meditação transcendental, ou então vão aprender a relaxar.
Muito bem, mas, na minha opinião, existe um exercício mais fácil e mais eficaz: aprender a comer.
Estais admirados?
Porquê?
Em vez de comerdes de qualquer maneira, no meio do barulho, sob tensão nervosa, de forma precipitada, ou mesmo envolvendo-vos em disputas, e depois irdes fazer yoga, não será melhor compreenderdes que, diariamente, duas ou três vezes por dia, tendes oportunidade de fazer um exercício de relaxação, de concentração, de harmonização de todas as vossas células?
Quando vos sentais à mesa, começai por afastar do vosso espírito tudo o que possa impedir-vos de comer em paz e harmonia.
E, se não o conseguirdes imediatamente, esperai até terdes conseguido acalmar-vos para iniciar a refeição.
Quando comeis num estado de perturbação, de cólera ou de descontentamento, introduzis em vós uma febrilidade, vibrações desordenadas que se transmitirão a tudo o que fizerdes a seguir.
Mesmo que vos esforceis por dar uma impressão de calma, de autodomínio, manifestar-se-à algo dessa agitação, dessa tensão e cometereis erros, chocareis com as pessoas ou com as coisas, pronunciareis palavras desajustadas que vos farão perder amizades e vos fecharão portas...
Ao passo que, se comerdes num estado de harmonia, resolvereis melhor os problemas que em seguida se vos apresentem e, mesmo que tenhais de passar o dia inteiro a correr de um lado para o outro, sentireis em vós uma paz que a vossa actividade não poderá destruir.
É começando pelo começo, pelas pequenas coisas, que se pode chegar muito longe.

...
Na alimentação, o essencial não é o alimento em si, mas as energias que este contém, a quinta-essência nele aprisionada, porque é nessa quinta-essência que está a vida.
A matéria do alimento é apenas como que um suporte, e aquela quinta-essência tão subtil, tão pura, não deve servir para alimentar unicamente os planos inferiores, o corpo físico, o corpo astral e o corpo mental, deve servir também para alimentar a alma e o espírito.


*O volume nº.4 desta colecção é dedicado a este tema: "O yoga da alimentação"

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Regras de ouro para a vida quotidiana"

Colecção Izvor
Edições Prosveta

Pensamento Quotidiano


Quando vos dirigis ao Céu para que ele vos ajude, vos apoie, é como se lhe pedísseis para vos conceder um crédito.
Mas o Céu só concede crédito àqueles que o merecem.
Quando ele vê um ser a fazer esforços sinceros e desinteressados, um ser que usa o seu tempo e as suas energias a servi-lo e a servir os outros, não pode deixar de lhe conceder crédito e derrama sobre ele as suas bençãos.
Ao passo que aqueles que se servem dos dons que receberam do Céu só para proveito próprio, ou até para fazer mal, vêem o seu crédito cortado: o Céu não lhes dá mais nada.

Todas as tradições espiritualistas insistem neste ponto: os humanos devem fazer bom uso dos dons, das qualidades, das riquezas que receberam; se assim não for, não receberão mais nada do Céu e até, mais cedo ou mais tarde, aquilo que têm ser-lhes-à retirado.
É pouco importante que eles tenham sido os personagens mais brilhantes noutra vida ou mesmo nesta: ficarão pobres e nus.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV  -  19.08.2013

em "Pensamentos Quotidianos"

Editions Prosveta
Publicações Maitreya

domingo, 18 de agosto de 2013

A vida quotidiana:

Uma matéria que o espírito tem de transformar



Em todos os actos da vida quotidiana, mesmo nos mais simples, deveis aprender a pôr em movimento forças e elementos que vos permitem transpor esses actos para o plano espiritual e, deste modo, atingir os graus superiores da vida.
Tomemos como exemplo um dia comum: de manhã, as pessoas acordam, e imediatamente, há toda uma série de processos que se desencadeiam, pensamentos, sentimentos e também gestos: levantar-se, acender a luz, abrir as janelas, lavar-se, preparar o pequeno-almoço, ir para o trabalho, relacionar-se com outras pessoas, etc..
Tanta coisa para fazer e todos são obrigados a fazê-las.
Mas há uma diferença: alguns fazem-nas maquinalmente, mecanicamente, enquanto outros , os que têm uma filosofia espiritual, pelo contrário, procuram introduzir em cada um desses actos uma vida mais intensa, mais pura, e, então, tudo se transforma, tudo ganha um sentido novo e eles são continuamente inspirados.
Evidentemente, muitas pessoas mostram-se dinâmicas, empreendedoras, mas toda essa actividade está limitada à obtenção de sucesso, de dinheiro, de glória; elas não fazem nada para tornar a sua existência mais serena, mais equilibrada, mais harmoniosa. E isso não é inteligente, pois esta actividade transbordante só as esgota e as torna doentes.
Habituai-vos pois, a considerar a vossa vida quotidiana, com os actos que deveis realizar, os acontecimentos que se apresentam, os seres junto aos quais sois obrigados a viver ou que encontrais, como uma matéria que tendes de trabalhar para a transformar.
Não vos limiteis a aceitar o que recebeis, a suportar passivamente o que vos acontece, pensai em acrescentar sempre um elemento capaz de animar, de vivificar, de espiritualizar essa matéria.
Porque, na verdade, a vida espiritual é isso: ser capaz de introduzir, em cada uma das suas actividades, um elemento, um fermento susceptível de projectar essa actividade para um plano superior.
Direis vós: «E a meditação, a prece...?»
Pois bem, a prece e a meditação servem-vos para captar esses elementos mais subtis, mais puros, que vos permitem dar aos vossos actos uma nova dimensão.
Poderão surgir, na vossa existência, acontecimentos que tornem impossível a prática dos exercícios espirituais que estais habituados a fazer no dia-a-dia. Mas isso não deve impedir-vos de continuar a estar em contacto com o Espírito, porque o Espírito está acima das formas, acima das práticas.
Qualquer que seja a situação ou a circunstância, podeis entrar em contacto com o Espírito para que ele anime e embeleze a vossa vida.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Regras de ouro para a vida quotidiana"

Colecção Izvor
Edições Prosveta

sábado, 17 de agosto de 2013

Pensamento Quotidiano


O mundo invisível que vos rodeia não está vazio, é percorrido por entidades de todo o tipo.
Então, quando ides deitar-vos, procurai pôr o vosso quarto em ordem, pois pode haver seres angélicos a visitar-vos durante a noite.
Se eles vêm roupas e objectos desarrumados, não ficam muito contentes com aquele espectáculo e poderão não voltar.
Arrumai todas as noites o vosso quarto como se fosse para receber hóspedes, amigos.
E, como também podeis  ter a visita de entidades malevolentes,  se não quiserdes ser perturbados durante o sono colocai junto da vossa cama uma oração ou um pensamento escrito por vós, uma imagem santa, a fotografia de um sábio, de um Iniciado.
Por seu intermédio, colocais-vos sob a autoridade e a protecção de um Ser que abrange com o seu bem-querer todas as criaturas.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV  -  17.08.2013

Pensamentos Quotidianos
Editions Prosveta
Publicações Maitreya

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Pensamento Quotidiano


A justiça humana julga somente os actos, mas a justiça divina julga também os pensamentos, os sentimentos e as intenções.
Se destes maus conselhos a alguém conscientemente, se o impelistes à revolta, ao desespero, que tribunal da terra pode condenar tal comportamento?
Nenhum, pois materialmente, objectivamente, não se pode censurar-vos por nada.
Se a pessoa que influenciastes for dizer a um juiz: «Veja em que desespero aquele indivíduo me mergulhou», o juiz responder-lhe-á que esse caso não está previsto no código e que não pode fazer nada por ela.
Há imensas pessoas que, sabendo que nenhum tribunal pune os maus pensamentos, as más intenções e as palavras que induzem em erro, são suficientemente espertas para se mostrar impecáveis no domínio dos actos e não de deixar apanhar!
Há milhares de maneiras de agir mal sem ficar sob a alçada da justiça humana.
Mas ninguém escapa à Justiça Divina.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV  - 14.08.2013

em "Pensamentos Quotidianos"

Edições Prosveta
Publicações Maitreya

OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

A Árvore da Vida


A Árvore Sefirótica é uma figura sagrada e, é com respeito e humildade que a deveis abordar.

...
Para se tornar a base de um verdadeiro trabalho espiritual,  Árvore Sefirótica deve ser motivo de permanente meditação.

...
A Árvore Sefirótica é um esquema muito simples, mas o seu conteúdo é inesgotável.
É uma chave que permite decifrar os mistérios da Criação.

Se trabalhardes durante anos sobre esta Árvore, se a estudardes, se saboreardes os seus frutos, introduzireis em vós, o equilíbrio, a harmonia da Vida Cósmica.

traduzido por Maria Emília de:

OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

Edition originale à l'occasion du centiéme anniversaire de la naissance du
Maître Omraam Mikhaël Aïvanhov

Editions Prosveta

segunda-feira, 12 de agosto de 2013


OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV


Pode ler o pensamento quotidiano

                     em  www.fbu-portugal.pt

A Mão


Tudo  passa e se transmite pelas mãos e, em tudo o que tocais, deixais sinais que só vós podeis imprimir.
O facto de se poder descobrir a identidade de uma pessoa através das impressões digitais e de não existirem na humanidade inteira duas impressões idênticas prova bem que a mão é capaz de exprimir o carácter único de um ser.
Tudo aquilo que passa pelas vossas mãos, os vossos fluidos, as vossas emanações, contém a quinta-essência do vosso ser.
Um verdadeiro médium, um verdadeiro clarividente, pode, a partir de um objecto em que vós tocastes, conhecer as vossas qualidades, os vossos defeitos, o vosso estado de saúde e os acontecimentos da vossa vida actual e da vossa vida passada.
Vós deixais, pois, impressões em todos os objectos em que tocais.
Quando ofereceis um objecto a alguém, com esse objecto estais a dar algo de vós mesmos e, se não viverdes convenientemente, ele transmitirá as ondas negativas que lá introduzistes.
Mesmo que esse presente seja um objecto magnífico e muito caro, não fará qualquer bem a quem o ofereceis, pois não basta desejar dar prazer a alguém para lhe fazer bem. Para fazer o bem é necessário que não só o coração, mas também o intelecto e o corpo físico, através das suas emanações puras e luminosas, realizem esse bem. De outro modo, ofereceis algo que será um pouco bom mas que estará envolto em miasmas.
As nossas mãos são como antenas que têm a possibilidade de atrair e receber as correntes de energia do oceano cósmico em que estamos mergulhados. E se captamos tão fracamente estas correntes é porque a nossa consciência está ausente ou adormecida.
Os magos são aqueles que sabem utilizar as suas mãos para receber forças ou para as projectar, para as reter ou as orientar, para as ampliar ou as diminuir.
Está escrito no Antigo Testamento que, quando Moisés erguia a mão durante as batalhas, o seu povo obtinha a vitória.
Moisés conhecia os poderes da mão; ele projectava forças e atraía entidades que vinham em auxílio dos guerreiros; e quando a batalha se prolongava e ele começava a estar cansado, vinham homens suster-lhe o braço.
Se é possível utilizar o poder da mão para as hostilidades, porque não se há-de utilizá-lo para criar o amor e a harmonia?
Quando virdes seres a massacrar-se uns aos outros, erguei a vossa mão e eles largarão as armas para se abraçar. Não quererão continuar a lutar, pois receberão as ondas benéficas que vós lhes enviais.
Aquele que sabe  como estender a mão para receber forças e projectá-las sobre ele próprio e sobre os outros para equilibrar, limpar, curar, animar, torna-se um filho de Deus.

A importância da mão evidencia-se particularmente na vida quotidiana porque ela serve de meio de comunicação entre os seres.
O que fazem as pessoas quando se encontram ou se despedem?
Erguem o braço para enviar uma saudação ou então apertam as mãos.
É por isso que é necessário estar particularmente vigilante em relação ao que se dá com a mão.
As pessoas saúdam-se para fazer bem umas às outras, para dar mutuamente algo.
Aquele que não sabe dar nada mostra quão pobre e miserável é.
Evidentemente, para muitos um aperto de mão ou uma saudação com a mão são apenas sinais convencionais e, sendo assim, mais vale que se abstenham de os fazer.
Se as pessoas se saudarem maquinalmente permanecendo distantes, fachadas, é inútil fazerem-no. Mas para aqueles que têm a consciência desperta é um gesto extraordinariamente significativo e actuante, pelo qual podem encorajar, consolar e vivificar as criaturas e dar-lhes muito amor.
Uma saudação tem de ser uma verdadeira comunhão, tem de ser poderosa, harmoniosa, viva.

Mas a mão não é apenas um meio de entrar em relação com os seres humanos, é-o também para entrar em relação com a Natureza.
Quando um verdadeiro mago abre a sua porta, pela manhã, saúda toda a Natureza, as árvores, o céu, o sol... Ergue a mão e diz bom dia, ao dia e a toda a Criação.
Perguntareis para que é que isso serve...
Pois bem, fica-se imediatamente ligado à fonte da vida.
Sim, porque a Natureza responde-vos.
Quando me aproximo de um lago, de uma montanha, de uma floresta, saúdo-os e falo-lhes.
E quantas vezes, pela manhã, quando saio para o meu jardim, saúdo toda a Natureza e os anjos dos quatro elementos - os anjos do ar, da terra, da água e do fogo - e até os gnomos, as ondinas, os silfos, as salamandras. Então, é vê-los cantando, dançando, muito contentes. E às árvores, às pedras, ao vento, digo também:«Olá! Olá!»
Experimentai, fazei isso vós também, e sentireis que interiormente algo se equilibra, se harmoniza, e muitas obscuridades e incompreensões abandonar-vos-ão apenas porque decidistes saudar a Natureza viva e as criaturas que nela habitam.
No dia em que souberdes manter ligações vivas com toda a Natureza sentireis a verdadeira vida penetrar em vós.

A mão é um instrumento mágico.
Tudo o que os humanos fazem de momento com ela não é nada em comparação com o que poderiam fazer.
Foi através das mãos que o homem adquiriu tudo o que possui e todo o seu futuro está ainda nas suas mãos.
A mão é um ser vivo, tem o seu cérebro, o seu sistema nervoso, o seu estômago. Do mesmo modo que o Universo se reflecte nos diversos órgãos do nosso corpo, os órgãos do nosso corpo reflectem-se na nossa mão.
A mão tem, em relação ao nosso corpo, exactamente as mesmas relações que este tem com o Universo.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "O livro da magia divina"

Colecção Izvor
Edições Prosveta

domingo, 11 de agosto de 2013

A lei do choque de retorno

(texto integral)

Pode-se estudar as coisas de vários pontos de vista - físico, químico, astronómico, político, financeiro, etc. - e isso está muito certo, mas enquanto não as estudarmos do ponto de vista mágico, não conheceremos o essencial.
Pois é, enquanto não conhecermos a forma como as coisas actuam sobre nós, como elas nos influenciam, não conheceremos o essencial.
Ora, tudo actua sobre nós, tudo o que vive na Natureza nos influencia: o sol, as estrelas, as plantas, as pedras, os animais...
E o comportamento dos humanos também é mágico: os olhares, os gestos, as palavras.
Infelizmente, são poucos aqueles que estão conscientes dos efeitos que produzem: gesticulam, lançam maus olhares e proferem palavras negativas sem saber que o Cosmos é como uma imensa parede que lhes reenvia, como que em eco, cada uma das suas manifestações.
Se andardes a passear num círculo de montanhas e vos puserdes a gritar: «Amo-vos», o eco responderá: «Amo-vos... amo-vos... amo-vos...».
O mesmo se passa com tudo na nossa vida:: não só nada permanece sem efeito, mas também, como o demonstra a lei do eco, tudo o que fazeis acaba por recair sobre vós: é aquilo a que também se chama a lei do choque de retorno.
Mas as consequências da nossa conduta não se fazem sentir imediatamente, primeiro atingem outras pessoas, parentes, amigos, e por vezes até seres muito afastados que não conhecemos e que recebem as ondas emitidas pelos nossos pensamentos, sentimentos e actos.

Falarei agora de outro exemplo: uma experiência feita pelo físico Gravesand. Pendura-se um conjunto de esferas alinhadas de modo a que toquem umas nas outras. Afasta-se uma das esferas das extremidades e depois larga-se: ela bate, evidentemente, na esfera seguinte. Mas nesse momento produz-se algo espantoso: todas as esferas permanecem imóveis, à excepção da última, que se desloca num certo ângulo da sua posição primitiva.
Eis um facto de importância considerável: é a última esfera que sofre as consequências do choque e se desloca, enquanto as outras esferas permanecem imóveis, funcionando simplesmente como transmissores.
Se reflectirmos nesta lei verificaremos que ela se aplica a um grande número de situações.
Cada país, cada sociedade, representa um sistema de esferas ligadas entre si; se um dos seus membros comete um crime, qual será a esfera que se deslocará, ou seja, quem pagará o erro?
A última esfera da série à qual pertence essa sociedade.
Mas ignora-se sempre quem será esta última esfera.
Compreendeis agora a natureza da ligação que existe entre os homens?
Pensais que podeis fazer isto ou aquilo sem consequências para vós próprios.
Sim, de momento talvez não haja consequências, mas outros serão afectados, os que representam a última esfera da série.
Isto é verdade tanto para o bem como para o mal.
A primeira esfera pode dizer: «Bati na minha vizinha e nada aconteceu.»
Sim, aparentemente nada aconteceu, mas ela não sabe que a última esfera da série foi afectada.
E isto não é tudo, porque a última esfera que recebe o choque afasta-se e volta a cair, produzindo-se o mesmo efeito no sentido inverso, uma vez que as vibrações se propagam novamente de esfera em esfera e agora é a primeira esfera que se afasta e volta a cair. Ela sofre, pois, o choque de retorno.
Isto significa que as nossas infelicidades actuais provêm de erros que cometemos no passado ou até em vidas anteriores: sofremos agora o choque em retorno.
Quem tiver tempo para estudar e verificar reconhecerá a verdade desta lei.

Quereis que vos amem?
Amai, muito simplesmente.
Aquele que ama suscita as mesmas forças no Universo e um dia essas forças virão até ele.
Mesmo que queira escapar-lhes, não poderá. todo o mundo o amará.
São, se quiserdes, as mesmas leis que operam na agricultura.
Pode dizer-se que a agricultura se baseia na lei do choque de retorno: colhe-se aquilo que se semeou.
Semeastes um grão de trigo e colhereis dez.
Tudo regressa a vós ampliado.
Então, doravante estai atentos não só a tudo o que fazeis mas também aos vossos pensamentos, aos vossos sentimentos e aos vossos desejos, porque se é verdade que eles talvez comecem por prejudicar os outros, um dia sereis vós os atingidos.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "O livro da magia divina"

sábado, 10 de agosto de 2013

As três grandes leis mágicas

A Lei do Registo

Pode acontecer que se duvide da existência de Deus, que não se acredite nem nos anjos nem nos diabos, nem no Céu nem no Inferno, mas existe uma coisa de que não se pode duvidar, é que os nossos pensamentos, os nossos sentimentos e os nossos actos se registam em nós e fora de nós e, portanto, deixam impressões.
O conhecimento desta lei está na base de toda a vida moral e espiritual: a partir do momento em que tudo se regista, não podemos permitir-nos fazer seja o que for, não podemos ter sentimentos, pensamentos e desejos de todo o tipo, porque haverá consequências.

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A Inteligência Cósmica, que queria possuir arquivos, decidiu que toda a História do Universo seria registada; então, concebeu a Criação de tal modo que a terra, as montanhas e sobretudo as pedras, guardam o registo dessa História.
Cada acontecimento reflecte-se sobre todos os objectos em seu redor e deixa impressões, e podemos dizer que estas impressões são inextinguíveis, elas estão profundamente gravadas sob outras camadas que se acumularam sobre elas, mas existem e podemos ter acesso a elas. São estas impressões que representam os arquivos «akáshicos».

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Os grandes acontecimentos da História do Universo são registados e os pequenos acontecimentos da nossa vida quotidiana são-no igualmente.

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E, por toda a parte, em tudo o que tocais, em todos os lugares por onde passais, pensai em deixar apenas impressões de luz e de amor de modo a que os humanos vibrem cada vez mais em uníssono com o mundo divino.



A Lei da Afinidade

Todos aqueles que estudaram as relações entre o ser humano e o Cosmos descobriram que existe entre eles uma correspondência absoluta.
Cada vibração tende a encontrar uma outra vibração semelhante para se fundir com ela, todas as criaturas, através das suas vibrações e dos seus comprimentos de onda, entram em relação com outros seres, outras entidades e outras forças do Universo que possuem os mesmos comprimentos de onda, as mesmas vibrações.
Portanto, através dos seus pensamentos, dos seus sentimentos e dos seus actos, o homem entra em afinidade com regiões, com criaturas visíveis ou invisíveis que possuem os mesmos comprimentos de onda, e atrai-as.

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A luz da Ciência Iniciática dá-nos todos os poderes para criar o futuro que desejamos.
E se soubermos alimentar em nós certos estados interiores elevados, nada mais poderá impedir-nos de nos juntarmos aos seres belos, luminosos e nobres que desejamos encontrar.

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A Lei do Choque de Retorno

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Ora, tudo actua sobre nós, tudo o que vive na Natureza nos influencia: o sol, as estrelas, as plantas, as pedras, os animais...
E o comportamento dos humanos também é mágico: os olhares, os gestos, as palavras.
Infelizmente, são poucos aqueles que estão conscientes dos efeitos que produzem: gesticulam, lançam maus olhares e proferem palavras negativas sem saber que o Cosmos é como uma imensa parede que lhes reenvia, como que em eco, cada uma das suas manifestações.
Se andardes a passear num círculo de montanhas e vos puserdes a gritar: «Amo-vos», o eco responderá: «Amo-vos... amo-vos... amo-vos...».
O mesmo se passa com tudo na nossa vida: não só nada permanece sem efeito, mas também, como o demonstra a lei do eco, tudo o que fazeis acaba por recair sobre vós: é aquilo a que também se chama a lei do choque de retorno.

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Isto significa que as nossas infelicidades actuais provêm de erros que cometemos no passado ou até em vidas anteriores: sofremos agora o choque em retorno.
Quem tiver tempo para estudar e verificar reconhecerá a verdade desta lei.
Quereis que vos amem?
Amai, muito simplesmente.

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Então, doravante estai atentos não só a tudo o que fazeis mas também aos vossos pensamentos, aos vossos sentimentos e aos vossos desejos, porque se é verdade que eles talvez comecem por prejudicar os outros, um dia sereis vós os atingidos.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "O livro da magia divina"

Colecção Izvor
Edições Prosveta

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Pensamento Quotidiano


Está escrito na "Tábua de Esmeralda":«Ele sobe da terra e desce do Céu, e recebe a sua força das coisas superiores e das coisas inferiores. É a força forte de todas as forças.»
Esta força a que Hermes Trimegisto chama Telesma é o amor.
E é esta força que o Iniciado deve captar no alto no estado subtil para depois a fazer descer às profundezas do seu ser e com ela alimentar as suas células.
Não basta ele elevar-se para captar a energia divina, deve também ser capaz de a fazer descer e de a receber em si. Por isso, ele esforça-se por se purificar libertando-se de todos os sentimentos e pensamentos que não vibram em uníssono com essa força cósmica.
Quando o Iniciado conseguiu libertar os canais etéricos dos seus corpos subtis, as correntes do amor divino descem até ao seu corpo, onde alimentam todas as suas células.
Ele sente então uma plenitude tal, que já nenhum desejo físico o atormenta, porque foi verdadeiramente o Céu que tomou posse da sua alma, do seu coração e de todos os órgãos do seu corpo físico.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV  -  09.08.2013

em "Pensamentos Quotidianos"

Publicações Maitreya

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

As flores, os perfumes...


Oferecer flores é uma tradição mais ou menos generalizada universalmente.
Oferece-se flores para manifestar admiração, respeito, amor.

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Olhai uma rosa: sentis imediatamente algo de tão poético que o vosso estado interior se transforma.
Uma sensação, por mais leve que seja, um sentimento, por mais fraco que seja, modifica logo qualquer coisa no mais profundo do vosso ser.
A flor que olhais fala-vos através das suas cores, da sua forma, do seu perfume, e abre caminho em vós, através dos vossos corpos subtis, para despertar na vossa alma a forma, o perfume e a cor que lhe correspondem.
E o mesmo se passa também, é claro, com um objecto repugnante.
É por isso que deveis procurar rodear-vos somente de presenças harmoniosas, belas, puras... porque a sua influência penetra em vós.
E como no domínio espiritual existem qualidades e virtudes que correspondem a esta harmonia, pouco a pouco essas qualidades e essas virtudes começam a manifestar-se em vós.

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Os espíritos das rosas são entidades que vêm do planeta Vénus e que aceitaram encarnar na terra para ajudar os humanos.
Mas as pessoas não conhecem ainda esta missão das rosas e utilizam-nas para ornamentar as casas e os jardins, atrair um homem ou seduzir uma mulher.
Na realidade, a rosa está aqui para nos revelar o caminho de uma maior perfeição, o caminho do verdadeiro amor, o amor que não aprisiona, o amor que liberta.
Eis o papel e a mensagem da rosa.
Se ela é a rainha das flores é porque nos ensina o verdadeiro amor.
No dia em que os humanos compreenderem o sacrifício que ela fez ao vir para o meio deles e aceitarem receber a sua mensagem, talvez comecem a assemelhar-se a ela: por todo o lado onde passarem exalarão para a atmosfera um perfume delicioso.

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Na minha juventude, na Bulgária, quando morava perto do Mestre Peter Deunov e ele me convidava a visitá-lo, eu ficava sempre impressionado com um perfume espantoso que não se assemelhava a qualquer outro, um perfume que não vinha das flores, nem dos frutos, nem de nada do que estava na sala.
Era certamente o perfume da sua alma, do seu coração.Eu era muito jovem, não podia ainda explicar aquilo deste modo, mas em cada visita tinha esta mesma sensação de pureza, de santidade, sob a forma de perfume, e nunca mais o encontrei em lado nenhum, porque, na realidade, aquele perfume não existe no plano físico e devia ser a minha alma que se apercebia dele no plano astral.

Portanto, é muito importante para nós conseguir melhorar, através do nosso trabalho espiritual, a qualidade do perfume dos nossos corpos psíquicos, não para atrair os humanos, não, mas para atrair os amigos do mundo invisível, pois eles gostam dos perfumes de uma alma pura.

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OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "O livro da magia divina"
Edições Prosveta

O trabalho com os espíritos da natureza


Se podemos entrar em comunicação com a Natureza é porque ela está viva e é inteligente.
E está viva e inteligente porque é habitada por criaturas de todos os tipos que trabalham sobre as pedras, as plantas e os animais.
Essas criaturas foram mencionadas nas tradições do mundo inteiro.
Claro está,talvez não tenham a aparência com que foram descritas por cada religião ou cada cultura, mas o essencial é saber que a Natureza vive porque é habitada, que os quatro elementos - a terra, a água, o ar e o fogo - são habitados e podemos entrar em comunicação com as criaturas que neles habitam, para efectuar diferentes trabalhos.

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Quando estais na Natureza, deveis ter consciência da presença de todos os espíritos que a povoam e que lá existiam muito antes de nós termos aparecido à face da terra.
É bom ligar-se a eles, falar-lhes, maravilhar-se perante a beleza do trabalho que realizam sob a terra e sobre a terra, na água, no ar, etc.. Nessa altura eles ficam felizes, tornam-se vossos amigos, sorriem-vos, oferecem-vos presentes: a vitalidade, a alegria, a inspiração poética e até a clarividência.
Mas não deveis ficar por aí. Deveis fazer participar num trabalho divino todos esses biliões de espíritos que povoam a Natureza.
Quando passeais na floresta ou na montanha, dirigi-vos a todas as criaturas invisíveis que estão lá a contribuir, através da sua actividade, para a vida das pedras, das plantas, dos animais, e pedi-lhes que venham em auxílio de todos aqueles que trabalham para o amor, para a luz, para a paz - para o estabelecimento do Reino de Deus sobre a terra.
E quando estais à beira do mar ou de um rio, dirigi-vos aos espíritos que neles habitam, dizendo-lhes: «Então, que fazeis vós pelo bem da humanidade?
Influenciai todos os que vêm banhar-se e aqueles que viajam nas águas, inspirai-lhes o desejo de mudar, de melhorar...
É certo que eles têm a cabeça dura, mas vós tendes poderes e, se insistirdes, eles acabarão por vos escutar mesmo sem querer e cumprirão a vossa vontade.
Vamos, ao trabalho!»
É deste modo que, um dia, biliões de espíritos agirão, na terra, sobre os corações e os cérebros humanos.
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OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "O livro da magia divina"

Colecção Izvor

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Meditação


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O homem pode tornar-se todo-poderoso, mas na condição de saber um certo número de coisas e, em particular, que cada momento da existência está ligado aos que o precederam.
Era o que Jesus queria dizer quando aconselhava as pessoas a não se preocuparem com o dia seguinte.
Sim, porque se arrumardes a vossa vida hoje, o dia seguinte encontrar-vos-á livres: podereis dispor de vós próprios como quiserdes, concentrar o vosso pensamento naquilo que desejardes, porque tereis regularizado tudo na véspera. Ao passo que, se não tiverdes posto nada em ordem, no dia seguinte estareis atravancados, tereis de correr à direita e à esquerda, procurando remediar as lacunas ou erros do passado e não estareis livres para trabalhar no presente nem para criar o futuro.
Portanto, o discípulo que é esclarecido, quando quer meditar, prepara-se com antecedência, purifica-se, não se envolve em toda a espécie de preocupações inúteis, antes procura ter um intenso desejo de se aperfeiçoar para poder ajudar os outros, ser um modelo, ser um exemplo, um filho de Deus; ele está animado do desejo sublime de cumprir a vontade de Deus como Jesus no-lo recomenda nos Evangelhos.
Mas, para realizarmos as prescrições de Jesus, não chega desejarmos isso, é preciso conhecermos certas coisas. Muitos o desejam, mas não conseguem nada porque não sabem como fazê-lo.
Alguém deixou a torneira da água ou do gás aberta, ou então esqueceu-se do bebé na banheira, e eis que no momento de meditar se lembra disso!...
Como quereis que essa pessoa medite?
Deveis pois, preparar-vos com antecedência, e quando ficardes livres relativamente ao vosso corpo, aos vossos pensamentos e aos vossos sentimentos, quando tiverdes escapado dessa prisão que é a vida quotidiana, começareis a elevar-vos interiormente: sentireis que existe uma nova vida, vasta, ampla, profunda e ficareis tão dilatados, tão maravilhados, que vos projectareis para uma outra região...
Uma região que, na realidade existe em vós mesmos: sim, esta vida divina corre dentro de vós e vós conseguistes finalmente viver, por um momento, a verdadeira vida.
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Eis o que desde sempre os Iniciados sabem e nos ensinam: a meditação é uma questão psicológica, filosófica, um acto cósmico da maior importância.

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OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "Poderes do pensamento"

Colecção Izvor

Pensamento Quotidiano


«Procurai o Reino de Deus e a sua Justiça»
dizia Jesus.
Esta ideia do Reino de Deus é uma entidade que tem as suas raízes, a sua pátria, no mundo divino. Por isso, se a alimentamos em nós mesmos, sentimos que penetramos na região onde vive essa entidade, onde ela respira, onde ela se desenvolve, e a consciência que temos de estarmos a trabalhar para algo imenso, sublime, enche-nos de inspiração, de coragem, de alegria.
A ideia do Reino de Deus tem ramificações, repercussões, em todas as regiões do universo, de alto a baixo na criação. Porque todas as partes desse todo se sustentam entre si.
Só podemos realizar algo de verdadeiramente grandioso na terra se começarmos por pôr em movimento uma ideia no alto, sabendo que uma ideia não é uma abstracção, mas uma entidade viva e actuante.
Então, que todos aqueles que foram tocados pelo Verbo divino, pelos raios do sol, se decidam a trabalhar pela ideia do Reino de Deus e da sua Justiça!
Mesmo que a realização dessa ideia demore, mesmo que ela até nunca aconteça, é em si mesmos que eles a farão viver.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV  -  07.08.2013

em "Pensamentos Quotidianos"

Editions Prosveta
Publicações Maitreya

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Pensamento Quotidiano


Nunca apresenteis como justificação o cansaço para não fazerdes os exercícios preconizados pelo nosso Ensinamento.
Que fiqueis cansados em certos momentos, é natural; mas só vos vereis livres dessa velha fadiga que arrastais convosco indo contemplar o nascer do sol, fazendo exercícios de respiração e de ginástica, dançando a Paneurritmia...
Alguns dirão que é mais um motivo de cansaço. Talvez, mas esse cansaço benéfico é que vos libertará do outro.
Quem se mantém na sua velha fadiga alimenta-a.
A fadiga tem medo dos esforços.
Se lhos impuserdes, ela foge para longe de vós.
Se, pelo contrário, a acariciardes gentilmente: «Querida fadiga, fiquemos na cama, tomemos o pequeno-almoço juntos», ela nunca vos abandonará.
Nada pode justificar que alguém se deixe ir atrás da inércia.
Mesmo uma pessoa que tem as maiores dificuldades para caminhar deve esforçar-se por dar ao menos alguns passos; e, se isso for mesmo impossível, ela que procure fazer um exercício pelo pensamento imaginando que está a caminhar.
Sim, nunca se deve aceitar a inércia.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV  -  06.08.2013

em "Pensamentos  Quotidianos"

Publicações Maitreya

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Os talismãs


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Diz-se que Deus criou o homem à sua imagem.
Mas o homem também cria cria Deus nele mesmo.
Quando se aproxima de Deus e trabalha para d'Ele formar uma imagem fiel e verídica, esta imagem, interiormente, funciona como um receptor e um condensador das forças divinas.
Os talismãs são, também eles, receptores e condensadores de forças, exactamente como os condensadores de electricidade: introduz-se e condensa-se num objecto uma energia boa ou má que depois se liberta progressivamente, produzindo os efeitos para os quais foi condensada.
Mas este processo é igualmente realizável no domínio psíquico, ou seja, podeis formar em vós mesmos uma imagem e mantê-la, alimentá-la, vivificá-la e, através do vosso pensamento, do vosso amor, da vossa vontade, essa imagem actuará pouco a pouco sobre todos os vossos corpos subtis e poderá mesmo transformar as vibrações das vossas células.
Assim, podeis introduzir em vós a imagem de um grande Mestre, a do Cristo ou mesmo a de Nosso Senhor, concentrando-vos na sua sabedoria, no seu amor, no seu poder, na sua perfeição. Se mantiverdes preciosamente essa imagem, em breve sentireis como ela actua magnificamente em vós.

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Portanto, acreditar em Deus não é o suficiente. Deveis vivificar a sua imagem em vós mesmos, deter-vos frequentemente nela para a contemplar, a adorar, enviando-lhe o melhor de vós mesmos.
Essa imagem age então magicamente, como um talismã: guia-vos, protege-vos, ilumina-vos.
Estais à beira de cometer um erro ou de vos extraviar e eis que essa imagem vem salvar-vos.

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No Tibete ensina-se aos adeptos como trabalhar com a estatueta de uma divindade.
Através da concentração, da recitação de fórmulas mágicas, eles aprendem a impregnar essa estatueta com a sua vitalidade até ao dia em que a divindade vem habitar realmente a estatueta, e então o adepto entra em contacto com ela para receber a sua ajuda e os seus conselhos.
Eu quis verificar a eficácia deste método e confirmei que ele é eficaz.
Mas encontrei um método melhor.
Descobri que em vez de gastarmos todas as nossas energias a impregnar uma estatueta concentrando-nos nela, é preferível concentrar-mo-nos no sol, por exemplo.
O sol não é mais vivo que uma estatueta?...
E se, durante anos, lhe dirigirdes os vossos olhares, os vossos pensamentos, o vosso amor, não sereis certamente vós que o vivificareis - ele não tem necessidade disso -, ele é que vos vivificará, e será bastante melhor assim!
É desejável, pois, introduzir boas vibrações nos objectos, mas o trabalho espiritual, no seu todo, está longe de consistir apenas nisso.
Mesmo que esse objecto seja benéfico para vós, permanece exterior a vós e toda a vitalidade que lhe dais, deixa-vos, já não vos pertence. Nessa altura, esse objecto ou essa estátua vive a sua própria vida e retira de vós elementos para se alimentar.
Vós alimentais outro ser, que está ali ao vosso lado e que vos arriscais a perder.
Não é melhor serdes vós mesmos a deixar-vos animar e vivificar pelo sol, símbolo do Cristo?
Desta forma todas as vossas forças vos pertencerão, continuarão a ser vossas, e o sol é que continuará a alimentá-las.
Tudo é possível na vida, com a magia branca.
Então, em lugar de vos contentardes em vivificar os objectos, vivificai-vos a vós mesmos. Porque o «objecto» mais importante sois vós... sim, vós.
E nessa altura sois vós que vos tornais um talismã.

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "O Livro da Magia Divina"

Edições Prosveta

domingo, 4 de agosto de 2013

Pensamento do dia


«A menor flor que aparece na terra está ligada a todo o Universo.
Se ela aparece demasiado cedo, a Natureza, que não está de acordo com ela, priva-a do seu sustento e ela morre.
Para que vós viésseis à terra foi necessário que toda a creação o consentisse.
Vós dizeis: «Mas eu não sou nada, como é que a Natureza pôde preocupar-se com o meu nascimento?»
As coisas acontecem assim.
Estão previstas algures as quantidades que ireis comer e beber. O orçamento cósmico foi estudado e decidiu-se que vós podíeis vir à terra.
Tudo está ligado.
O aparecimento de cada coisa, a existência de cada ser está ligada ao Cosmos.
Nada pode produzir-se sobre a terra e no Céu sem o acordo de toda a creação».


OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV


Pensamento lido na conferência improvisada no dia 25 de Julho de 1974

em Bonfin

sábado, 3 de agosto de 2013

A Palavra Mágica


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E também vós deveis adquirir o hábito de abençoar, de dizer boas palavras.
Quando tocais na na cabeça do vosso filho, nos seus pezinhos ou nas suas mãozinhas, ou mesmo quando apertais nos braços o ser que amais, porque não haveis de abençoá-lo para que os anjos venham fazer dele um ser magnífico?
Há que abençoar tudo, tudo o que tocais, os objectos, os alimentos, os seres.
Há que falar com amor e doçura não apenas aos humanos mas também às flores, aos pássaros, às árvores e aos animais, porque isso é um hábito divino.
Aquele que sabe dizer palavras que inspiram, que vivificam, possui uma varinha mágica nos lábios. E nunca pronuncia estas palavras em vão porque existe sempre na Natureza um dos quatro elementos (a terra, a água, o ar ou o fogo) que está lá, atento, aguardando o momento de participar na realização de tudo o que vós exprimis.
Também pode acontecer que a realização se produza muito longe daquele que lhe deu os germes, não se podendo, portanto, vê-la.
Mas ficai a saber que ela se produz.
Tal como o vento leva as sementes e as semeia longe, também as vossas palavras voam e vão produzir resultados magníficos longe dos vossos olhos.

Mas para falar às pedras, às plantas, aos animais, é necessário saber onde se encontra a sua entidade.
Em todo o caso ela não se encontra no plano físico, tal como no homem.
Sim, se o homem possui a consciência é porque a sua entidade desceu ao plano físico.
A entidade do animal encontra-se no plano astral; a das plantas encontra-se no plano mental, por isso elas são extremamente limitadas nas suas manifestações.
Quanto à entidade das pedras, essa encontra-se muito, muito longe, no plano causal, e é por essa razão que elas parecem mortas; mas ainda  que a sua vida seja muito reduzida, elas vivem.
Segurai uma pedra na mão e dizei-lhe boas palavras: essas palavras serão registadas.
Falai também às sementes, às flores e às árvores antes de as colocardes na terra: elas desenvolver-se-ão melhor.
Estais a ver?
Existe sempre algo de útil para fazer na vida.
A Natureza é tão imensa, tão rica!
Mas, evidentemente, para que a vossa palavra seja eficaz e dê resultados benéficos, existem algumas regras a respeitar.
Se tiverdes aprendido a dominar-vos, a colocar-vos num estado de harmonia, de pureza, de luz, podereis desencadear forças que actuarão sobre toda a Natureza, caso contrário podereis pronunciar todas as palavras que quiserdes, que não conseguireis nada, excepto registar algumas asneiras.
Registar é uma coisa - tudo se regista -, mas conseguir, graças a esses registos, influenciar favoravelmente a Natureza ou a consciência dos seres, já é outra.

As palavras são poderosas mas é necessário aprenderdes a utilizá-las para transformar tudo em vosso redor e vos transformardes a vós mesmos também.
Quando tiverdes frio, quando vos sentirdes sós, desamparados, quando tiverdes a impressão de que ninguém vos ama, pronunciai a palavra «amor», uma vez, duas vezes, dez vezes, e de diferentes formas: desencadeareis assim as forças cósmicas do amor e já não podereis sentir-vos sós, abandonados...
Quando vos sentirdes na escuridão como se tivésseis caído no fundo de um abismo, pronunciai as palavras «sabedoria», «luz», até que elas vibrem e cantem em todas as células do vosso corpo. Nesse momento tudo se iluminará...
Quando vos sentirdes atormentados, limitados, preocupados, pronunciai a palavra «liberdade». Podeis ainda pronunciar as palavras «beleza», «verdade», «força»...
É necessário fazer estes exercícios todos os dias para se compreender o que São João queria dizer com a expressão: «NO COMEÇO ERA O VERBO...»

OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

em "O livro da magia divina"
Edições Prosveta