segunda-feira, 10 de abril de 2017

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 10.04.2017

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV


Aspirais à liberdade?
Então, seja o que for que vos aconteça, não vos deixeis perturbar nem desanimar, fazei com que o vosso espírito retome, pouco a pouco, o domínio da situação, pois só o espírito é verdadeiramente livre, ele plana acima dos acontecimentos.

Quando devolveis ao espírito o seu lugar em vós, algo vos diz que nenhum obstáculo, nenhuma provação, pode fazer-vos perder o equilíbrio, a paz, o amor.
E, como as experiências luminosas que fizestes antes vos ensinaram os valores com os quais podeis contar, agarrai-vos a essas experiências, não duvideis do que vivestes de belo e de grandioso, levai-o como um viático para o caminho difícil que ireis percorrer.
Quando a tormenta tiver passado, aperceber-vos-eis de que aquilo que poderia ter-vos feito desanimar, pelo contrário, reforçou-vos.

sábado, 8 de abril de 2017

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 09.04.2017

Para a maioria dos humanos, amar significa pedir, exigir, reclamar.
Sim, tradução literal!
É assim que eles se comportam em relação ao Senhor, e fazem o mesmo com as pessoas que dizem amar: perseguem-nas com as suas exigências e, seja o que for que lhes dêem, ficam sempre insatisfeitos.

Quereis mais um critério para saber se amais realmente um ser?
Se não tendes nada a exigir dele, se o vosso único desejo é agradecer-lhe e agradecer ao Céu simplesmente porque esse ser existe - sim, só porque ele existe -, podeis estar certos de que o amais.
Senão, chamai aos vossos sentimentos aquilo que quiserdes mas, seguramente, não será amor.


MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 08.04.2017

Por que é que se deu uma imagem do Senhor ocupado dia e noite a vigiar os humanos e a anotar num caderninho os erros que eles cometem, abertamente ou em segredo?
Na realidade, o Senhor não se ocupa dos erros dos humanos, Ele passa o tempo em banquetes, alimentando-se de néctar e de ambrósia, e todos os anjos rejubilam com ele, cantando e tocando os seus instrumentos.

Questionareis vós: «Então, o que é que se passa quando nós cometemos erros?»...
É muito simples.
Se os humanos tiveram a ideia de fabricar máquinas que fazem registos, é porque já existem máquinas análogas na Natureza e, portanto, também as há neles mesmos.
E essas "máquinas" registam os seus pensamentos, os seus sentimentos e os seus actos.
Quando eles ultrapassam os limites, seja em que domínio for, desencadeia-se um mecanismo e eles perdem qualquer coisa, no plano físico, no plano do sentimento ou no plano do pensamento.
E é isso o castigo.
Não é Deus que nos castiga.
Pelo contrário, Deus está sempre pronto a receber-nos nos banquetes celestes.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 07.04.2017


 Raízes, um tronco e ramos não são suficientes: uma árvore só é verdadeiramente uma árvore a partir do momento em que o espírito universal trabalha sobre ela para que produza folhas, flores e frutos.
Acontece o mesmo connosco, seres humanos.
Nós possuímos um estômago, pulmões, um cérebro, mas é isso suficiente para se dizer que somos seres plenamente desenvolvidos?
Não.
Tal como as raízes, o tronco e os ramos da árvore, os nossos órgãos são apenas suportes materiais sobre os quais o espírito deve trabalhar para fazer nascer as folhas, as flores e os frutos.
Simbolicamente, as folhas representam a actividade do estômago, as flores, a dos pulmões e, os frutos, a do cérebro.

A descida do espírito ao homem é comparável à chegada da primavera, que dá à árvore a possibilidade de exprimir todas as riquezas que tem em si.


MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

quinta-feira, 6 de abril de 2017

RUMO AO REINO DA PAZ






Capítulo I  -  PARA  UMA  MELHOR  COMPREENSÃO  DA  PAZ

Continuação (5)

A maior parte dos humanos só se interessa pelo que é passageiro, ilusório e, lhe trará decepções e desgostos.
Mas é-lhes difícil compreender isso.
Para o compreender é necessário sofrer, sofrer, ficar decepcionado...
É necessário chegar bem ao fundo, ao desespero, para se compreender que aquilo que se desejava não trazia nem a paz, nem a plenitude, nem a glória, nem o poder; nada.
Mas é impossível explicar isto a todos os que são ainda muito jovens.
É preciso ser idoso, muito idoso, interiormente ou exteriormente, para se ligar somente às riquezas eternas.
Os que são jovens ainda brincam com as bonecas, os soldados de chumbo e os castelos de areia; a sua idade não lhes permite preocuparem-se com questões sérias, mas, quando amadurecem, abandonarão tudo por realizações grandiosas e conhecerão a paz.
A paz apenas se instala quando todas as células se puserem a vibrar em uníssono com uma ideia sublime e desinteressada.
É por isso que os sábios têm razão ao dizer que não podeis conhecer a paz enquanto não introduzirdes nas vossas células, em todo o vosso ser, pensamentos de amor, isto é, a misericórdia, a generosidade, o perdão, a abnegação.
Não podeis, porque só estes pensamentos trazem a paz.
Quando tendes alguma coisa a censurar ao vosso vizinho, quando não conseguis perdoar-lhe e matais a cabeça tentando descobrir um modo de vos vingardes... ou então, se alguém vos pediu dinheiro emprestado e estais sempre a pensar que ele tem de vo-lo devolver, não podeis ter paz; estes pensamentos são demasiado pessoais, demasiado egoístas.
E mesmo que estejais tranquilos por alguns minutos, por algumas horas, isso não é ainda a paz, é um pouco de repouso, uma acalmia (mesmo os maus podem ter esta paz) e, em seguida sois novamente surpreendidos pelos vossos tormentos e angústias.
A verdadeira paz é um estado espiritual que não se pode perder depois de se o ter obtido.
Quando tendes o desejo de cumprir a vontade de Deus, isto é, de vos tornardes um benfeitor da humanidade, de amar todos os homens, de os servir, de lhes perdoar, esta ideia faz vibrar em uníssono todas as partículas do vosso ser e nesse momento podeis experimentar a paz.
E essa paz, quando conseguirdes obtê-la, seguir-vos-á por toda a parte: havei-la sentido ontem, hoje ela mantém-se todo o dia... e no dia seguinte, logo ao despertar, de novo ela vos espera.
Ficais admirados ao constatar que nem sequer tendes necessidade de fazer esforços para a encontrar.
Antes, para vos acalmar, éreis obrigados a concentrar-vos durante muito tempo a orar, a cantar ou até a tomar tranquilizantes; agora, isso já não é necessário, a paz está presente em vós.
Trabalhai pois, durante muito tempo sobre esta ideia de amar, de fazer o bem, de tudo perdoar... até ela se tornar tão poderosa que impregne todas as vossas células, que começarão a vibrar em uníssono com ela.
Então, a paz não vos deixará mais, e mesmo que alguns acontecimentos venham perturbar-vos, olhando para dentro de vós descobrireis que a paz ainda lá se encontra, apesar de tudo.
Porque já não é como antes, um apaziguamento, uma calma fabricada, imposta, que só dura o tempo dos vossos esforços para a manter...
É um estado que, por assim dizer, faz parte de vós.
Já vistes as feras?
Enquanto o domador está ali, elas fingem que se entendem, mas, logo que ele se afasta, lançam-se novamente umas contra as outras para se despedaçar!
E as crianças numa sala de aula?
Enquanto o professor está lá, elas estão sossegadamente nos seus lugares mas, logo que este sai, as crianças agitam-se, gritam e brigam.
Acontece o mesmo com as células do organismo: enquanto fazeis esforços para as dominar, elas aceitam acalmar-se um pouco, mas se vos ausentardes, isto é, se estiverdes a pensar noutra coisa qualquer, os problemas recomeçarão.
É necessário, pois, ocupar-se delas, torná-las sensatas, lavá-las, alimentá-las, como se fossem crianças vossas alunas.
 Sim, e quando tiverdes conseguido instruí-las, quando elas souberem fazer muito bem o seu trabalho sem querelas nem discussões, então a paz estará instalada.
Em qualquer caso, não penseis que, pelo facto de mudardes de apartamento, de amigos, de profissão, de livros, de país, de religião... ou de mulher, tereis a paz.
A paz não depende dessas mudanças.
Uma pequenina tranquilidade, umas tréguas, sim, mas logo a seguir, lá onde estiverdes, outros tormentos virão assaltar-vos, porque não compreendestes que a paz depende unicamente de uma maneira de pensar, de sentir e de agir.
Mudai isso e, ainda que permaneçais nos mesmos lugares, com as mesmas dificuldades, tereis paz.
Porque a paz não depende exclusivamente das condições exteriores, ela vem de dentro e jorra, invade-nos, apesar das turbulências e das trepidações do mundo inteiro.
É como um rio que vem de cima.
E quando possuís esta paz sois capazes de a derramar, de a espalhar, como algo real, vivo; fazeis um trabalho sobre o mundo inteiro, transmitindo esta paz aos outros.
Actualmente há tantas pessoas que dizem que trabalham para a paz no mundo!
Mas, na realidade, elas nada fazem para que esta paz se instale verdadeiramente.
Não passam das palavras...
Criam associações a favor da paz, mas é para se evidenciarem, para serem convidadas, para receberem condecorações; a sua vida não é uma vida para a paz.
Elas nunca pensaram que, em primeiro lugar, são todas as células do seu corpo, todas as partículas do seu ser físico e psíquico, que devem viver segundo as leis da paz e da harmonia a fim de emanarem essa paz para a qual elas dizem que pretendem trabalhar.
Enquanto escrevem sobre a paz, enquanto se reúnem para falar da paz, continuam a alimentar guerra em si próprias, porque estão constantemente prontas a lutar contra uma coisa ou outra.
Que paz podem elas trazer, afinal?
A paz, o homem deve instalá-la primeiro em si próprio, nos seus actos, nos seus sentimentos, nos seus pensamentos.
Só então ele trabalha verdadeiramente para a paz.

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 06.04.2017

Vós olhais para um balão, preso por um fio: ele quer elevar-se para o céu, mas continua atado ao solo...
Tal como este balão, existe em cada ser humano algo que aspira a escapar-se, a elevar-se livremente nos ares, mas que está retido por laços.
Pois bem, ele deve esforçar-se por afrouxar ou desatar tais laços pouco a pouco, para corresponder a esse desejo profundo, eterno, inscrito na sua alma: o de se lançar para a imensidão de luz e de paz onde teve a sua origem.

É esta recordação, muitas vezes vaga, confusa, de uma pátria longínqua, de uma pátria perdida, que alimenta a fé na maioria dos humanos.
Eles trazem inconscientemente neles os traços indeléveis de um passado muito longínquo em que viviam no seio do Eterno e sentem a nostalgia desse passado.


MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

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quarta-feira, 5 de abril de 2017

RUMO AO REINO DA PAZ






Capítulo I  -  PARA  UMA  MELHOR  COMPREENSÃO  DA  PAZ

Continuação (4)

A paz, a verdadeira paz, é impossível perdê-la.
Podem surgir de tempos a tempos algumas agitações, mas não passam de movimentos superficiais: interiormente, profundamente, a paz está lá.
É como o oceano cuja superfície está sempre agitada pelas vagas e pela espuma, mas longe da superfície, nas profundezas, reina a paz.
Quando conseguirdes introduzir a verdadeira paz em vós, as perturbações que possam ocorrer no exterior já não vos perturbarão, porque vos sentireis protegidos como se estivésseis numa fortaleza.
O Salmo 91 diz: «Pois Tu és o meu refúgio, ó Eterno!
Tu fazes do Altíssimo o teu retiro.»
Este retiro é o Eu superior.É quando conseguis atingir este ponto, o cume do vosso ser, que conheceis a paz.
Esta paz é uma sensação divina, inexprimível.
Mas, antes de chegar a este estado, quantas vitórias tereis de alcançar sobre as vossas tendências inferiores!
A paz provém, pois, duma harmonia, duma consonância absoluta entre todos os factores e todos os elementos que constituem o ser humano.
Mas acrescentarei ainda isto: esta harmonia só poderá existir quando todos esses elementos estiverem purificados.
Se eles não se harmonizarem é porque neles se introduziram impurezas.
Quando um homem tomou um alimento que não lhe era conveniente, não se sente bem, fica irritável; mas, se ele tomar uma purga, a coisa melhorará muito!
As impurezas destroem a paz.
Por isso, para se obter a paz, a primeira coisa a fazer é trabalhar para se purificar, para eliminar todos os materiais que entravam o bom funcionamento do intelecto, do coração e da vontade.
Um verdadeiro Iniciado compreendeu uma única coisa: que o essencial é tornar-se puro, puro como um lago da montanha, puro como o céu azul, puro como o cristal, puro como a luz do sol...
Com esta pureza ele poderá obter tudo o resto.
É evidente que não se pode realizar tão facilmente a pureza mas, pelo menos, é preciso compreendê-la, em seguida amá-la e desejá-la com todas as fibras do seu ser e, finalmente, tentar realizá-la.
Ficai sabendo que, quando se produzem desordens no vosso corpo físico, no vosso coração ou no vosso pensamento, isso acontece porque absorvestes elementos impuros, e "impuros" pode significar muito simplesmente: estranhos.
As impurezas são materiais indesejáveis, porque são estranhos ao organismo humano.
Estes materiais talvez não sejam impuros em si, mas são considerados impuros porque a sua presença no organismo provoca perturbações.
São, pois, nocivos e, deveis desembaraçar-vos deles.
Se estais doentes ou atormentados é porque permitistes que uma impureza se introduzisse em vós, sob a forma de um pensamento, de um sentimento ou de qualquer outra coisa.
Cada impureza, seja no plano mental, no plano astral ou no plano físico, traz perturbações; e quando digo "perturbações" refiro-me ainda ao mal menor, porque as impurezas podem produzir também o envenenamento, a intoxicação e até a morte.
É necessário pois, purificar-se em todos os planos: no plano físico pelos banhos, pelas purgas, pelas lavagens, pelo jejum, etc., e no plano psíquico pela oração, pela meditação e outros exercícios espirituais.
Só assim obtereis a verdadeira paz.
Só quando conseguir ter a capacidade de vigilância necessária para manter intacto o seu reino, esse reino que ele próprio representa, é que o homem obterá uma paz estável e duradoura.
E o que será esta paz?
Uma felicidade indescritível, uma sinfonia ininterrupta, um estado de consciência sublime em que todas as células estão banhadas num oceano de luz, nadam nas águas vivas a alimentam-se da ambrósia...
Ele vive então numa tal harmonia que todo o Céu se reflecte nele, e começa a ver todos os esplendores que nunca vira antes, porque estava demasiado perturbado, demasiado agitado e, o seu olhar interior, e mesmo o exterior, não se fixavam nas coisas para as ver.
Só a paz permite ver e compreender a presença das realidades subtis e, é por isso que os Iniciados, que conseguiram experimentar a paz verdadeira, descobrem as maravilhas do Universo.

Continua