O sofrimento ou a alegria que um ser humano sente talvez sejam as únicas coisas de que ele não duvida.
Pode duvidar do que vê, do que ouve, daquilo que toca; mas das sensações que tem, nunca pode duvidar.
Pela sensação, está no centro das coisas, experiencia-as, vive-as.
Há tantas pessoas que nada sentem perante o que veem!
Assistem a um nascer do Sol, que é um dos espectáculos mais belos da Natureza, e não sentem coisa alguma!
De que lhes serve, então, verem-no?
De que vos servirá ver o Céu aberto diante de vós, se nada sentirdes perante esse esplendor?
Mas, se sentirdes o Céu, é como se ele estivesse em vós, e nem precisareis de o ver.
Temos de compreender que tudo o que vemos, tocamos e julgamos ter perto de nós, já está longe.
Só o que sentimos está próximo.
É por isso que a verdadeira clarividência está na sensação interior, profunda, e não na visão de algo que é exterior.*
* Ver cap. XIX
Acerca do invisível
Colecção Izvor
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

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