O homem deve tornar-se cada vez mais consciente de que tem à sua disposição instrumentos muito superiores ao intelecto.
O intelecto só é um bom instrumento de trabalho para o estudo e a exploração da matéria, mas, mesmo na vida quotidiana, não pode servir-nos de grande guia.
Isto porque não só ele tem uma percepção parcial da realidade, mas também, e principalmente, porque na base de tudo o que empreende há sempre um motivo oculto, um interesse egoísta, um calculismo, que acabará por gerar problemas.
Um ser humano que se deixa guiar pelo seu intelecto, assim que faz um sacrifício, um gesto generoso, arrepende-se, acha que foi muito estúpido ao ouvir os conselhos do seu coração ou da sua alma.
O intelecto também é incapaz de conceber como a fraternidade se realizará entre todos os homens, como a Terra formará uma só família, como o mundo inteiro viverá em paz e harmonia.
Não consegue elevar-se o suficiente para descobrir os verdadeiros remédios, as verdadeiras soluções.
O que ele imagina, o que ele propõe a partir da sua visão incompleta e egocêntrica das coisas, é sempre defeituoso e só pode provocar mal-entendidos.*
* Ver cap. IV
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

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