quarta-feira, 25 de março de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 25.03.2026

 

O que obriga os alpinistas a escalarem cumes cada vez mais elevados e mais difíceis de atingir?
O que obriga os nadadores e os corredores a nadarem e a correrem cada vez mais depressa?
O que obriga os jogadores de xadrez a reflectirem durante horas, antes de avançarem um peão no tabuleiro?
Nada!
São eles que impõem a si mesmos realizar tais proezas ou resolver tais problemas.
E que alegria a sua, quando obtêm uma vitória!
Os humanos inventaram tantas actividades deste tipo (jogos e competições de toda a espécie)!
Isto mostra bem que, no mais profundo de si mesmos, sentem necessidade de ir sempre mais longe, de se ultrapassar, de se superar.
Então, porque não pensam que deveriam aplicar na sua vida diária essas qualidades de resistência, de destreza ou de inteligência que demonstram quando se trata de jogos ou de competições?
Porque é que se queixam sempre de que, nessas situações, têm de fazer esforços?*

* Ver cap. IV

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

terça-feira, 24 de março de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 24.03.2026

 


 Segundo a filosofia dos Iniciados, existe uma Verdade única, eterna.
É por isso que todas as crenças e opiniões que os humanos tomam por verdades só podem realmente ser consideradas como tais na medida em que se aproximem do princípio universal que é o coração de tudo.
Antes de atingirdes esse coração, a verdade será apenas a vossa verdade.
Tudo o que vos parece verdadeiro é, evidentemente, uma forma de verdade, mas é uma verdade relativa.
Dizeis: «Na minha opinião, as coisas são, ou não são, desta maneira ou daquela.»
Mas a vossa opinião ainda não é a verdade.
Quando dizeis "na minha opinião", pensais mesmo que estais identificados com a verdade?...
Não, há aí duas realidades diferentes: a verdade e vós.
Quem vos diz que a vossa verdade é a verdade?
Se pudésseis verificar, seríeis obrigados a constactar como os vossos pontos de vista se distanciam dela!*

* Ver cap. II

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV


segunda-feira, 23 de março de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 23.03.2026

 
Vós tendes um carro e, para o pôr a funcionar, introduzis nele gasolina.
Quando se dá a ignição, a gasolina transforma-se num elemento gasoso que liberta energia.
É por esta transformação gerar energia que os veículos a motor podem funcionar.
O mesmo sucede com o ar que respiramos.
Para retirarmos do ar o máximo das suas energias, precisamos de o comprimir, de o reter nos pulmões.
Durante esta compressão, o organismo trabalha, provocando o equivalente às fases de ignição e de explosão.
Como o ar não pode escapar-se, a Natureza abre-lhe pequeninos caminhos no organismo para ele poder circular.
Graças à retenção, essa força segue por todos os canaizinhos que a Natureza preparou para ela.
É como se lhe dissesse: «Por aqui... por ali...», porque, no percurso da energia, ela dispôs certos centros subtis que devem ser activados, para começarem a movimentar-se.*

* Ver cap. V
         Harmonia e saúde
         Colecção Izvor

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV



sábado, 21 de março de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 22.03.2026

 

As quatro letras hebraicas do Nome de Deus - Iod, Hé, Vau, Hé - representam quatro aspectos da Divindade, a cor, o som, a forma e o movimento, pois o Universo, a obra do Criador, revela-se essencialmente por estes quatro modos, por estes quatro caracteres fundamentais, com as suas múltiplas combinações.
É sempre a mesma realidade, mas expressa sob diferentes aspectos.
Quando chegamos ao movimento, descobrimos os princípios, as origens das coisas.
É, pois, muito importante para o discípulo aprofundar pelo menos um destes aspectos - cor, som, forma ou movimento -, para poder decifrar a linguagem da Natureza e compreender como ela se exprime, o que ela tem a dizer-nos.
Se aprofundarmos mais as quatro letras do Nome de Deus, Iod, Hé, Vau, Hé, descobriremos nelas as quatro partes fundamentais da Ciência Iniciática, que são a Cabala, a astrologia, a magia e a alquimia, representadas no ser humano pela cabeça (a Cabala), os pulmões (a astrologia), o estômago (a alquimia) e as mãos e o sexo (a magia).*

* Ver cap. X
         Do homem a Deus
         Colecção Izvor

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV



PENSAMENTO QUOTIDIANO - 21.03.2026

 
O sangue circula nas nossas veias e artérias como a água circula nas veias e artérias da Terra para a alimentar.
A água é branca, o sangue é vermelho.
O vermelho e o branco são as duas cores da mesma energia divina, manifestada através dos dois princípios: branco para a mulher e vermelho para o homem, no plano espiritual; inversamente, vermelho para a mulher e branco para o homem, no plano físico.
Quando os alquimistas quiseram dar uma imagem dos dois princípios, escolheram o Sol, que é vermelho, e a Lua, que é branca.
Na realidade, o sangue, que é vermelho, e a água, que é branca, não são dois princípios distintos, mas o mesmo princípio polarizado.
Sucede o mesmo com o fogo e a luz.
O fogo é vermelho e a luz é branca, mas eles são da mesma natureza.
Podemos dizer que são irmão e irmã, mas também que procedem um do outro.
A luz sai do fogo, é o fogo que a faz nascer.
O sangue, por sua vez, vem da água, é a água que o produz.
Portanto, em baixo, o branco produz o vermelho e, em cima, o vermelho produz o branco.*

* Ver cap. IX
         A linguagem das figuras geométricas
        Colecção Izvor

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV




quinta-feira, 19 de março de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 20.03.2026

 
Quando a primavera regressa, preparai-vos para contemplar o Sol, sabendo que só ele é capaz de introduzir em vós a ordem e a harmonia, e de vos dar a luz, o amor, a paz, a alegria.
Que privilégio poder contemplar todas as manhãs o nascer do Sol!
Nada existe de mais belo!
É a fonte que jorra, que vibra, que corre, não conseguimos sair dali...
Sobretudo quando chegamos muito cedo, antes de ele surgir, e vemos os primeiros alvores, a aurora que desponta, somos tomados por um sentimento sagrado!
É como se a Natureza estivesse a celebrar um mistério.
Sentimo-nos na obrigação de caminhar de maneira diferente, cautelosa, para não perturbarmos a atmosfera... e também isso é a verdadeira poesia.
Devemos orar para que, um dia, todos possam sentir esta vida abundante e saciar-se com ela.*

* Ver cap. XV
         Em espírito e em verdade
         Colecção Izvor

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV




PENSAMENTO QUOTIDIANO - 19.03.2026

 
Os pais nunca devem ceder aos caprichos dos filhos.
Compete-lhes ser meigos, manifestar-lhes muito amor, mas ao mesmo tempo, ser inflexíveis quando é necessário.
Por exemplo: sempre que derem uma ordem a um filho, devem exigir que ele obedeça.
Muitas mães deixam-se enternecer perante um filho que chora e acabam por conceder-lhe o que ele pede, mesmo que não seja razoável.
É uma ternura estúpida, porque mais tarde, quando a criança se tornar adulta, como foi habituada a que cedam ao que ela quer, será uma pessoa caprichosa, violenta, sem escrúpulos.
A mãe deve manifestar muita doçura, não se deixar dominar pela ira nem bater na criança, mas ser intransigente, exactamente como a Natureza, que permanece inflexível perante os sofrimentos do homem.
Se a criança puser o dedo no fogo ou no gelo, as leis do calor e do frio não serão alteradas por sua causa.
A Natureza assiste impassível às experiências da criança, por isso ela aprende a respeitá-la.
Para um filho, a mãe representa a Natureza.
Se ela não a representar correctamente, a criança ignorará que existem limites intransponíveis e estará perdida.
Muitas vezes, é por causa da fraqueza das mães que algumas crianças se tornam, mais tarde, verdadeiros malfeitores.*

* Ver cap. X
         A educação começa antes do nascimento
        Colecção Izvor

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV