Imaginemos que quereis estudar violino sozinhos: comprais um instrumento e cadernos de exercícios, e começais a tocar.
Durante algum tempo, tocais uma ou duas horas por dia, mas depressa deixais de o fazer com tanta assiduidade e acabais por parar.
Um mês depois, pegais novamente no violino, e parais outra vez...
E continuais assim, alternando entre actividade e preguiça, consoante o vosso humor.
Mas, se tiverdes um professor de violino, trabalhareis com regularidade, para estardes preparados no dia da lição; e o professor estará sempre lá para corrigir os vossos erros ou incentivar-vos.
É pela mesma razão que se deve ter um Mestre, pois graças a ele é-se obrigado a trabalhar.
Direis: «Eu não quero um Mestre, porque não tenho vontade de me esforçar!»
Bem, fazei o que quiserdes, mas ficai a saber que, se não for um Mestre, será a vida a encarregar-se de vos instruir, e a vida é terrível!






