Dizer a alguém que é "equilibrado" é reconhecer nessa pessoa uma das qualidades mais preciosas e difíceis de adquirir, pois resulta de dois movimentos contraditórios.
Há pessoas que vemos falar, caminhar, estar ocupadas... como se não tivessem de fazer qualquer esforço para viverem e se sentirem bem.
Dir-se-ia que estão equilibradas, mas não é assim; na realidade, estão estagnadas.
Dia após dia, encontramo-las semelhantes a si mesmas, como se uma mola no seu interior tivesse perdido a elasticidade: têm o mesmo rosto impassível, reproduzem os actos da véspera, repetem as palavras da véspera, etc.
Não é assim que podem evoluir.
É necessário um certo desequilíbrio para avançarmos, mas desde que saibamos observar-nos, analisar-nos e remediar a situação quando o desequilíbrio entre os pratos da balança se torna excessivo.
Saber equilibrar as forças dá um poder mágico sobre si e sobre a Natureza, mas, ao mesmo tempo, é preciso cuidar de manter uma certa oscilação.
Se os dois pratos ficarem perfeitamente equilibrados, nada avançará, instalar-se-á a morte.
A morte é o equilíbrio perfeito!
Portanto, há sempre ajustes a fazer em si, e o verdadeiro equilíbrio é o estado mais difícil de alcançar.*
* Ver cap. II
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV









