domingo, 2 de agosto de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 02.08.2026

 

Uma ideia nova traz sempre complicações, isso é sabido!
Tendes uma boa ideia, mas ela mexe com os velhos hábitos e lá começam os distúrbios, não só na vossa vida quotidiana, mas também no vosso corpo físico.
É uma revolução nos órgãos e nas células, e muitas pessoas ficam tão aturdidas ao verem as perturbações provocadas em si por uma nova ideia, que renunciam a ela, mesmo que seja boa.
Dizem: «Era muito melhor antes, eu estava tranquilo. Agora, é uma barafunda!».
Aqueles que não aceitam ideias novas por recearem as perturbações que estas provocam, nunca progredirão.
Mas, mais importante ainda, é eles não saberem que, mais tarde, encontrarão dificuldades muito maiores.
Periodicamente, o mundo invisível decide enviar à Terra novas correntes, novas influências, para transformar a humanidade; os que se lhes opõem ver-se-ão, depois, em condições mais desfavoráveis.
Então, reflecti e dizei para convosco: «Se o Céu nos envia melhores condições de evolução, mesmo que tenhamos de sofrer um pouco, vale a pena.»
E começai a trabalhar!*

* Ver cap. XII

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

sábado, 1 de agosto de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 01.08.2026

 

Para obter o conhecimento, o ser humano pode optar entre dois caminhos: o da matéria e o do espírito.
Se seguir o caminho da matéria, é como a água que desce dos cumes e se espalha pela superfície da Terra: polui-se e depois purifica-se, infiltrando-se nos terrenos, cujas camadas escuras atravessa, para reaparecer um dia, muito mais tarde, como água de nascente.
Esta via de conhecimento é muito longa e penosa.
É o caminho do ser humano vulgar, que tem de passar por provações e sofrer.
O outro caminho é o dos grandes Iniciados: estes querem aprender elevando-se, como o fogo, rumo ao Céu.
Esse conhecimento, que é o do espírito, obtém-se sem sofrimento nem sujidade.
O Iniciado que conseguiu elevar-se deste modo funde-se com o Espírito Santo e entra na eternidade.


MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL AÏVANHOV

sexta-feira, 31 de julho de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 31.07.2026

 



A desgraça dos humanos é que têm sempre medo de perder alguma coisa, e então viram-se para si mesmos, fecham-se.
Não compreendem que é precisamente esta atitude que os empobrece.
Para se enriquecerem, as pessoas têm de dar.
Sim, quem tira, quem toma algo para si, empobrece-se, e quem dá enriquece-se, porque dar é despertar forças desconhecidas que dormem algures, nas profundezas da alma.
Quando essas forças jorram e começam a circular, a pessoa sente-se tão preenchida, que até se surpreende.
E pergunta: «Como é possível? Eu dei, dei, e estou mais rico!...»
É isso a nova vida.
Por toda a parte se ouve dizer: «É preciso mudar a vida, criar uma sociedade nova», mas isso não será conseguido enquanto as pessoas mantiverem as velhas mentalidades inspiradas na necessidade de
receber e não de dar.*
 

*Ver cap. XVI
         Em espírito e em verdade
         Colecção Izvor

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV




quarta-feira, 29 de julho de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 30.07.2026

 

No momento em que encheis uma vasilha de água, lembrai-vos de que estais em presença de um elemento que se encontra sob imensas formas na Natureza: os oceanos, os mares, os lagos, os rios, as torrentes que descem das montanhas, as pequeninas nascentes que brotam, longe dos olhares, no meio das ervas e das pedras, e a chuva que vem encharcar a terra...
Questionareis: «O quê? Está a pedir-nos que vejamos tudo isso numa vasilha de água?»
Sim, porque não?
Quando estais na vossa cozinha ou na vossa casa de banho, tirais água da torneira para preparar uma refeição ou para vos lavardes.
Claro que não é a maneira mais poética de entrar em contacto com a água, mas ainda assim pode ser o momento de pensardes no que ela simboliza - a vida e a pureza - e de estabelecerdes uma ligação, pelo pensamento, com todas as águas da Terra.*

* Ver cap. VIII
          As revelações do fogo e da água
         Colecção Izvor

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

terça-feira, 28 de julho de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 29.07.2026

 

Uma das funções da aura é assegurar as trocas entre os astros do firmamento e os astros que se encontram em nós.
Se a nossa aura é sombria, se ela está toldada, não só não pode captar as correntes benéficas, como capta as maléficas.
Os astrólogos dizem que existem planetas benéficos, e planetas como Saturno, Urano e Plutão, que são sobretudo maléficos...
Mas então, podemos perguntar: porque é que um mesmo planeta, que age desfavoravelmente sobre umas pessoas, age favoravelmente sobre outras?
É simples: aqueles que só recebem as suas más influências não se prepararam para captar as boas.
Na realidade, nenhum planeta é realmente maléfico.
Ainda que alguns tenham um carácter mais severo ou mais violento, a sua acção sobre o ser humano depende da aura deste.
Se na aura dos humanos existirem elementos que não permitem que as boas influências de um planeta penetrem em si, as correntes que este envia alteram-se, quebram-se e produzem efeitos nocivos.
Mas, se a aura for pura e poderosa, todas as influências, até as más, se tornam boas para eles.*

* Ver cap. II
         Centros e corpos subtis
         Colecção Izvor

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV



PENSAMENTO QUOTIDIANO - 28.07.2026

 

As paixões têm um calor especial, que desperta a natureza animal no homem.
É nas florestas equatoriais, onde há geralmente um calor intenso, que existem mais animais selvagens e feras.
Do mesmo modo, quem vive frequentemente no equador (o estômago, o sexo) alimenta em si paixões (as feras), que começam a multiplicar-se.
Assim, se aquecerdes alguém com o fogo das paixões, despertareis nele todas as feras.
Deve-se evitar o calor produzido pelas paixões.
É por isso que um Mestre espiritual procura fazer com que os seus discípulos não permaneçam muito tempo no calor, colocando-os um pouco no frio, na sabedoria.
Imaginemos que sois muito ricos e famosos; viveis, portanto, no calor, onde há abundância de tudo.
Nessas circunstâncias, as feras despertarão em vós e, se não souberdes dominá-las, deixar-vos-eis ficar a viver no meio dos prazeres, a satisfazer as vossas ambições à custa dos outros, e assim descereis, pouco a pouco, ao inferno.
É preferível, pois, que todos os que são fracos não disponham de muitas facilidades materiais.
Terão menos dificuldades para dominar as feras interiores.


MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV


segunda-feira, 27 de julho de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 27.07.2026

 


Um dia, um cientista que passeava de barco no mar, a certa altura disse ao barqueiro: «Sabes um pouco de astronomia, com certeza... - Não, respondeu o barqueiro. - Então, és muito pobre, replicou o cientista, perdeste um quarto da tua vida.
E de física, sabes alguma coisa? Não, não sei. - Nesse caso, perdeste dois quartos da tua vida.
Mas talvez saibas de química... - Absolutamente nada, nunca ouvi sequer falar dela. - Que ignorância!
Perdeste três quartos da tua vida.»
Entretanto, o barco avançava para o alto mar; de súbito, desencadeou-se uma tempestade ameaçadora, o mar ficava cada vez mais alterado...
«Sabe nadar, senhor cientista?, perguntou o barqueiro. - Não, não sei. - Pois bem, vai perder os quatro quartos da sua vida!»
A vida é um oceano e, para nele nos movimentarmos, há conhecimentos que são muito mais úteis do que outros, até indispensáveis.
São os que nos ajudam a "nadar", a atravessar os furacões e as tempestades da existência, mantendo-nos sãos e salvos.*

* Ver cap. II

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV