O Universo apresenta-se-nos como uma multidão de criaturas, de elementos, de objectos, de fenómenos discordantes e sem relação entre si.
Na realidade, existe uma ordem, existem relações, mas não podem ser apreendidas na totalidade pelo intelecto, só podereis ter delas, de cada vez, uma percepção limitada.
Cada uma das minhas conferências é um elemento desse emaranhado; e quando, comum trabalho interior, tiverdes conseguido fazer de todos esses elementos um conjunto coerente, sentir-vos-eis iluminados e conseguireis apreender a unidade do mundo.
Não posso explicar-vos mais.
Aliás, há questões que os Iniciados preferem deixar de lado, porque é impossível explicá-las com argumentos objectivos, intelectuais; por mais que tentem, não resulta.
O único método eficaz seria conseguirem que os discípulos regressassem ao estado de consciência primordial, no qual tudo se esclarece sem explicação.
Senão, é o mesmo que querer que um cego capte as cores do nascer do Sol ou que um surdo ouça uma missa de Mozart ou de Beethoven: todas as explicações são inúteis.
Mas, se restituirdes a vista a um e o ouvido ao outro, já não será necessário coisa alguma.*
* Ver cap. I
Em espírito e em verdade
Colecção Izvor
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

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