Para se compreender o que o amor é verdadeiramente, primeiro é preciso admitir que, ao contrário do que a maioria das pessoas crê, ele não é um sentimento - porque o sentimento está necessariamente sujeito a variações, consoante é dirigido a esta ou àquela pessoa -, mas um estado de consciência independente dos seres e das circunstâncias.
Amar não é, pois, ter um sentimento por alguém, mas fazer tudo com amor: falar, caminhar, comer, respirar, estudar, com amor...
É ter afinado todos os seus órgãos, todas as suas células e todas as suas faculdades, para que vibrem em uníssono, na luz e na paz.
Então, todas as manifestações do nosso ser são impregnadas por ondas e fluidos divinos.
O amor é um estado de consciência permanente: de dia e de noite, o ser humano vive num estado de alegria e de dilatação tais, que tudo o que faz é uma melodia.*
* Ver cap. VI
A força sexual ou o dragão alado
Colecção Izvor
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV


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