Porque é que tantas pessoas se refugiam na fraqueza, no sentimentalismo, na pieguice?
Em vez de reagirem reflectindo, raciocinando, procurando soluções, adoptam uma atitude passiva, lamentam-se e fazem tudo o que podem para que os outros venham lastimá-las: «Ah, como te compreendo, como és infeliz!», e duplicam o choro.
São como as crianças.
Quando uma criança cai e começa a chorar, se lhe disserdes: «Oh, meu querido, magoaste-te! Que terrível!», o seu choro redobrará.
Mas, se reagirdes dizendo: «Ah, isso não é grave, não tens nada. Continua a brincar», acabou-se!
Ele secará as lágrimas e esquecerá imediatamente o seu dói-dói.
Há muitos adultos que são como as crianças.
Por uma coisa de nada, começam a chorar, e os outros, ignorantes, acreditando que estão a fazer-lhes bem, põem-se a consolá-los.
Que sentido tem isso?
Devemos ser inteligentes quando queremos ajudar os seres humanos, caso contrário afundamo-los nas suas fraquezas.*
* Ver cap. IV
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

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