Aquilo a que se chama moral não passa, muitas vezes, de um conjunto de regras inspiradas pelas diferentes condições sociais, históricas ou geográficas.
Trata-se de uma moral exterior, que pode ser comparada à etiqueta.
Basta considerar as diferentes maneiras de as pessoas se saudarem!
Em certas regiões, tira-se o chapéu; noutras, utiliza-se o aperto de mãos; noutras, une-se as mãos no peito e inclina-se o tronco; noutras, ainda, dá-se um beijo na boca.
Aqui, é imoral andar nu; ali, é imoral andar vestido.
Numas regiões, é proibido um homem ver o rosto das mulheres; noutras, ele deve aceitar passar a noite com a esposa daquele que lhe concede hospitalidade.
Nenhum destes costumes, como é evidente, tem a ver com a verdadeira moral.
Para os Iniciados, a moral é o conjunto das leis inscritas pela Inteligência Cósmica no organismo humano, no coração das células dos seus órgãos.
Para ter saúde, física e psíquica, o ser humano deve respeitar estas leis; senão, destrói-se.
É em si que está a verdadeira origem da moral, não no mundo exterior.
Se estudardes a questão segundo este ponto de vista, verificareis que existe uma moral absoluta, válida para o mundo inteiro.
Compreendereis, então, que não se pode brincar com ela, nem utilizar argumentos para justificar a imoralidade.
A verdadeira moral não pode ser destruída, vive no homem.
Quando transgredis uma destas leis, ela é implacável convosco, quer sejais brancos, negros, amarelos ou vermelhos.
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

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