O ser humano não deve ter uma confiança absoluta no impulso da sua natureza que o impele a satisfazer todas as necessidades instintivas: a gula, a sensualidade, o poder, a posse, a ambição...
É compreensível que ele sinta prazer na satisfação dessas necessidades.
A Natureza é tão rica em possibilidades!
Mas, se não forem orientadas e dominadas por uma capacidade de ajuizar, por uma sabedoria, essas tendências não serão, de todo, justificadas.
Têm justificação enquanto impulso, mas nunca enquanto actos consumados, pelo que não se deve dar-lhes liberdade para se realizarem.
É maravilhoso que tenhais necessidade de comer, de beber, de possuir, de mandar, de seduzir mulheres ou homens!
Todas essas necessidades são forças magníficas; em si, nada têm de mal.
Mas tornam-se más quando não existe um outro factor, a reflexão, o juízo, para vos guiar no sentido de saberdes em que medida podereis satisfazê-las.*
* Ver também cap. II
As leis da moral cósmica
Obras Completas
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

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