A morte é uma forma de análise: quando uma criatura morre, pouco a pouco todos os elementos que a constituem se separam.
A vida, pelo contrário, é uma síntese: os elementos reúnem-se para formar uma unidade.
A formação de um filho no ventre da mãe é a melhor representação desta síntese de todas as energias e de todas as partículas.
A síntese cria a vida, enquanto a análise conduz à morte.
É por isso que o gosto pela análise, hoje tão comum, é perigoso.
A ciência trabalha cada vez mais no domínio analítico: decompõe, disseca, desintegra.
Esta tendência para a separação é tão afirmada, reforçada e acentuada em todos os domínios da ciência, que levou também a modificações na vida moral, espiritual: cada um quer separar-se, isolar-se dos outros, e esta atitude engendra as ideias preconcebidas, a hostilidade, os confrontos.
Por isso, agora é urgente que nos preocupemos com a síntese.*
* Ver cap. XIV
MESTRE OMRAAM MILKHAËL AÏVANHOV

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