Ele sabe utilizá-lo para fazer todo um trabalho de purificação, de regeneração.
Sim, não basta notar que os pássaros cantam, que as flores crescem e que as pessoas estão um pouco mais alegres.
Há todo um trabalho a fazer, um trabalho de renovação.
... Nós somos sementes plantadas algures no solo espiritual, e sob os raios do Sol podemos manifestar cores e perfumes tão deliciosos que até as divindades ficarão extasiadas.
O que é uma flor?
Ela não sabe cantar, nem dançar, nem tocar violino e, apesar disso, até os cantores, os dançarinos, os músicos, ficam extasiados perante ela...
E, da mesma forma, se nós soubermos ser como as flores, porque é que as divindades, que nos são superiores, não hão-de vir maravilhar-se?
Elas dirão: «Oh! que flor tão gentil!» e ocupar-se-ão de nós para nos tornar ainda mais puros, mais luminosos, mais perfumados.
É isto, pois, a renovação, a regeneração que se aproxima, e é este processo que nos interessa; tudo o resto deve ser posto de parte.
Este período do equinócio da Primavera é um dos mais importantes do ano.
E se a ressurreição de Jesus foi inserida nesse momento é porque, na realidade, se processa a ressurreição de toda a Natureza, que já era celebrada muito antes de Jesus.
... O segredo da ressurreição está aí diante de nós, na Natureza, e aguarda que o compreendamos, que nos decidamos a morrer conscientemente para que saia de nós um novo homem...*
* Ver cap. IV
O Natal e a Páscoa na tradição iniciática
Colecção Izvor
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

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