terça-feira, 23 de junho de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 23.06.2026

 

As pessoas odeiam-se umas às outras, caluniam-se mutuamente e, claro, ao fazerem-no, sabem que não estão a agir de acordo com os preceitos do Evangelho, mas isso não lhes importa.
O que elas não sabem é que existe uma lei segundo a qual quem está sempre a falar mal dos outros lhes envia as suas próprias forças, lhes dá armas e, portanto, fortalece os seus inimigos.
Quereis que o vosso inimigo enfraqueça?
Falai bem dele, descobri nele pelo menos uma qualidade e falai dela às outras pessoas.
Então, os espíritos apresentar-se-ão diante dele e dir-lhe-ão: «Quanto tens no teu cofre?...
Bem, parte disso será para aquele além, porque disse coisas boas a teu respeito.»
Mas, se o caluniardes, os espíritos apresentar-se-ão perante vós e sereis obrigados a dar-lhe das vossas energias; fortalecereis, assim, o vosso inimigo.*

* Ver pag. 65
         «Sede prudentes nas vossas palavras»


MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

segunda-feira, 22 de junho de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 22.06.2026

 

Aqueles que querem viver em castidade e continência estão certos?
Tudo depende do seu propósito de vida.
A continência pode dar resultados muito bons, mas também pode dar resultados muito maus; pode fazer com que uns fiquem histéricos, neuróticos, doentes, e outros fortes, equilibrados e saudáveis.
Aqueles que dão rédea solta aos seus instintos sexuais estão certos?
Sim!
Se, para si, nada é mais importante na vida e se são incapazes de passar sem esse prazer, estão certos.
Porém, para aqueles que têm aspirações espirituais, é diferente: se não aprenderem a dominar-se, nunca serão capazes de realizar tais aspirações e sentir-se-ão sempre insatisfeitos.
Portanto, nada é bom ou mau em si; torna-se bom ou mau de acordo com o objectivo que cada um estabeleceu para si próprio.*

* Ver cap. IX

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

sábado, 20 de junho de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 21.06.2026

 

Nas tradições populares de todos os países, há lendas que relatam como, desde a origem, a luz e as trevas travam um combate constante.
E, dependendo do caso, é a luz ou são as trevas que, momentaneamente, obtêm a vitória.
Mas todos os anos, em 21 de Junho, dia do solstício de verão, se celebra o triunfo da luz.*
São as melhores influências, as que nos chegam neste dia em que a luz retomou todo o seu poder sobre a noite, a escuridão e as trevas.
Os poderes celestes, as forças criadoras, dispõem então das maiores possibilidades para se manifestarem e nos ajudarem a resolver as nossas dificuldades.
É, pois, o momento favorável para o discípulo desencadear ataques contra as trevas interiores e obter a vitória.

* Ver cap. XVII

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 20.06.2026

 

Cada indivíduo é independente, autónomo, evidentemente, mas também está ligado à colectividade humana e, ainda mais além, a todos os reinos da Natureza, à colectividade cósmica.
Vivemos, pois, simultaneamente, duas vidas: a pessoal e a colectiva.
Para a maioria das pessoas, isso acontece sem se aperceberem, mas é desejável que se torne consciente.
Aquele que é impelido a fundir-se na vida colectiva, universal, não deve perder a consciência de si mesmo, para que possa sempre pensar e agir como um ser responsável.
E aquele que se sente um indivíduo bastante distinto dos outros, embora mantendo o sentimento da sua individualidade, deve tomar consciência de que pertence a um todo, de que é uma célula do organismo social e, mais do que isso, uma célula do organismo cósmico.*

* Ver cap. VI

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV










sexta-feira, 19 de junho de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 19.06.2026

 

Quando as condições exteriores são boas, os seres humanos tendem a ser negligentes, preguiçosos...
É preciso que tenham dificuldades, infortúnios, para "acordarem" e se esforçarem por corrigir a situação.
Mas, quando o conseguem, deixam-se ir atrás da preguiça novamente.
Pois bem, não é essa a atitude correcta.
Quaisquer que sejam as condições exteriores, há que continuar a trabalhar, sabendo que o trabalho deve estar sempre em primeiro lugar.
As boas condições materiais não podem ser motivo para que as pessoas se deixem cair na negligência.
Pelo contrário, precisam de aprender a usar essas condições para concederem mais tempo ao trabalho do pensamento, à construção do seu ser interior.*

* Ver cap. XIV

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV



quinta-feira, 18 de junho de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 18.06.2026

 

Seja em que domínio for, os seres humanos têm tendência para se concentrar quase exclusivamente nas aquisições exteriores que é possível fazer: não veem como é inútil quererem possuir objectos que, sendo exteriores a si, nunca lhes pertencerão verdadeiramente.
Enquanto têm dinheiro, aparelhos, armas, acham que está tudo bem, sentem-se fortes.
Mas no dia em que são privados de tudo isso, ficam completamente perdidos.
O discípulo da Ciência Iniciática compreendeu esta realidade.
Então, trabalha para ser forte interiormente, rico interiormente, para que as suas armas e as suas riquezas lhe pertençam para sempre.
Os Iniciados não são contra as novas descobertas tecnológicas; também tiram partido dessas descobertas e ficam muito felizes com elas.
Mas não caem na armadilha.
Trabalham noutro domínio, que é o seu e do qual podem dispor a qualquer momento.
É esta a verdadeira independência.*

* Ver cap. IV

MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV


quarta-feira, 17 de junho de 2026

PENSAMENTO QUOTIDIANO - 17.06.2026

 

É no acto de criar que o ser humano vive as maiores alegrias, porque nesses momentos aproxima-se da essência do próprio Deus.
Deus cria, e o ser humano, que é à sua imagem, também é um criador.
É claro que não há qualquer comparação entre as criações do homem e as de Deus, mas não importa; no princípio em si, não há diferença: o homem é criador como Deus.
E como a maior das felicidades é criar, são os artistas, pois, quem tem a possibilidade de saborear as maiores felicidades.
Questionareis: «E os místicos? E os cientistas?»
Na medida em que os cientistas e os místicos são criadores, podem, é claro, ser tão felizes quanto os artistas.
Objectareis que conhecestes muitos artistas infelizes.
Sim, mas é preciso compreender: quando se fala da felicidade do artista, isso significa que, no momento em que cria, no próprio acto de criação, ele é verdadeiramente feliz - e por artista também podemos subentender qualquer ser humano quando está a criar.


MESTRE  OMRAAM  MIKHAËL  AÏVANHOV