Devemos aprender a fazer o melhor uso possível de todos os tesouros que o Criador pôs à nossa disposição: o fogo, o ar, a água, a terra, os alimentos...
Ao utilizá-los, contraímos uma dívida para com eles, e essa dívida é registada.
O que fazemos de tudo o que bebemos, comemos e respirámos?
Inalámos ar: já vos questionastes sobre quais os elementos de que ele está impregnado quando o expiramos?
É ar viciado, claro; mas não o será tanto se formos bons, generosos, cheios de amor.
O ar que sai dos pulmões de um ser maldoso contamina tudo por onde passa.
Somos responsáveis pelo modo como impregnamos a matéria que passa pelo nosso corpo e que depois eliminamos, quer seja ar, água ou alimentos sólidos.
Devolvemo-la à Natureza, que a transforma e a utiliza novamente para o seu trabalho.
O discípulo que quer participar conscientemente no trabalho da Natureza tem a preocupação de lhe devolver uma matéria que não esteja poluída pelos miasmas da sua vida psíquica.*
* Ver cap. VII, parte I
Os frutos da Árvore da Vida - A tradição cabalística
Obras Completas
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

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