Alguém que decide não ter em conta a experiência dos seus entes mais idosos, dá mostras de uma independência mal compreendida.
Aliás, quer o reconheça quer não, não pode deixar de a ter em conta.
O que faz um romancista, um poeta, um filósofo, um músico, um pintor?
Vive a sua vida, ao mesmo tempo que cria uma obra que não pode deixar de reflectir as suas experiências; depois, lega essa obra aos humanos, que dela se alimentam.
Século após século, foi-se constituindo toda uma herança de pensamentos e de sensibilidades que nós recebemos, por assim dizer, à nascença.
A realidade é que somos invadidos pela vida dos outros - pelos seus pensamentos, pelos seus sentimentos, pelas suas descobertas, por aquilo que os encantou, mas também pelos seus erros e pelas suas angústias.
Então, de que liberdade estamos a falar?
Não se pode viver sem receber influências; a questão está em aprender a receber apenas as melhores.*
* Ver cap. XVIII
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV

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