Compete-lhes ser meigos, manifestar-lhes muito amor, mas ao mesmo tempo, ser inflexíveis quando é necessário.
Por exemplo: sempre que derem uma ordem a um filho, devem exigir que ele obedeça.
Muitas mães deixam-se enternecer perante um filho que chora e acabam por conceder-lhe o que ele pede, mesmo que não seja razoável.
É uma ternura estúpida, porque mais tarde, quando a criança se tornar adulta, como foi habituada a que cedam ao que ela quer, será uma pessoa caprichosa, violenta, sem escrúpulos.
A mãe deve manifestar muita doçura, não se deixar dominar pela ira nem bater na criança, mas ser intransigente, exactamente como a Natureza, que permanece inflexível perante os sofrimentos do homem.
Se a criança puser o dedo no fogo ou no gelo, as leis do calor e do frio não serão alteradas por sua causa.
A Natureza assiste impassível às experiências da criança, por isso ela aprende a respeitá-la.
Para um filho, a mãe representa a Natureza.
Se ela não a representar correctamente, a criança ignorará que existem limites intransponíveis e estará perdida.
Muitas vezes, é por causa da fraqueza das mães que algumas crianças se tornam, mais tarde, verdadeiros malfeitores.*
* Ver cap. X
A educação começa antes do nascimento
Colecção Izvor
MESTRE OMRAAM MIKHAËL AÏVANHOV




















